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Nada impede que inflação nos EUA caia em 2026, mas Fed precisa ter certeza disso, diz dirigente

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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que ainda é cedo para assumir que a inflação atual será "transitória" e que o Fed precisa de mais certeza antes de cortar juros. Segundo ele, "não há nada de errado com o argumento de que a inflação vai cair no próximo ano", mas é necessário comprovar essa trajetória, especialmente após "leituras preocupantes" da inflação de serviços antes do shutdown.

Goolsbee reforçou, em entrevista à CNBC, que "não assumimos muito risco ao esperar até o 1º trimestre" para iniciar reduções de juros, o que permitiria ao banco central se assegurar de que os preços estão efetivamente cedendo.

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Ele disse contar com "algum conforto nas medidas de mercado de inflação", que oferecem otimismo sobre o caminho dos preços, e acrescentou que uma queda inflacionária "deve ser detectável no 1º trimestre". Seu receio, reiterou, é a persistência da inflação.

Apesar da cautela, Goolsbee destacou ser "um dos mais otimistas do gráfico de pontos", afirmando que não está "hawkish" para 2026 e que projeta mais cortes do que a mediana para o fim daquele ano. Ele espera ainda que a taxa de desemprego permaneça "bastante estável", lembrando que a maioria das medidas do mercado de trabalho tem sido estável, apesar de a dinâmica de baixa contratação e baixa demissão indicar incerteza maior do que um simples esfriamento econômico.

Goolsbee comentou também que preços continuam sendo uma das principais preocupações de empresas e consumidores. Sobre pressões políticas, afirmou: "não acho que o Fed esteja se preparando para um ataque de Donald Trump", reforçando que as pessoas "levam o trabalho no Fed a sério", algo fundamental para a independência da instituição.

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O dirigente ainda explicou que a retomada das compras de títulos tem caráter técnico "para assegurar controle de juros", não sendo política monetária, e que, sob o regime de reservas amplas, o balanço precisa crescer à medida que a economia cresce, já que, sem reservas suficientes, "não conseguimos definir juros onde queremos".

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