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Motta: falta de compreensão de integrantes do governo travou projeto sobre trabalhador de apps

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira, 17, ter havido, por integrantes do governo federal, "uma falta de compreensão" de que o projeto sobre trabalhadores por aplicativos poderia trazer exageros e, por isso, o texto não foi votado pela Casa.

"Iria trazer uma consequência muito danosa para todo esse sistema, incluindo os trabalhadores, que iria culminar no aumento do preço da operação dessas plataformas. E para aumentar o preço desses aplicativos que hoje fazem parte da nossa vida, hoje nós não nos vemos vivendo sem esses aplicativos, não teria jamais a nossa concordância", declarou Motta em entrevista à Globonews no período da manhã desta sexta-feira.

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Motta disse que o pedido para segurar a votação partiu do próprio governo, por meio de José Guimarães, que, nesta semana, assumiu a articulação política do Palácio do Planalto no lugar da ex-ministra Gleisi Hoffmann.

"A Câmara jamais iria assinar embaixo de um projeto que trouxesse aumento do custo dessa operação. Então, essa incompatibilidade veio a fazer com que o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, pedisse ao relator da matéria para sobrestar essa análise, já que estava havendo uma incompatibilidade de compreensão daquilo que estava sendo feito", continuou.

Motta disse também que tem tentado construir uma pauta econômica "em consonância" com o Ministério da Fazenda e que o foco da Casa neste ano é aprovar projetos de interesses dos trabalhadores, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada 6X1, cuja previsão é ser votada na Comissão de Constituição e Justiça na próxima quarta-feira, 22.

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O presidente da Câmara afirmou ainda que a meta é analisar, até o recesso, os projetos para regulamentação de Inteligência Artificial (IA), avanços na pauta da segurança pública e uma lei para minerais críticos.

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