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Medidas para amenizar alta do petróleo no QAV devem vir até a próxima semana, diz ministro

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O novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse nesta quarta-feira, 1º de abril, que as medidas interministeriais articuladas pelo governo federal junto ao setor aéreo para amenizar a alta dos preços do petróleo no setor serão anunciadas até a próxima semana.

Segundo ele, ainda não há definição de quais serão as medidas exatas, mas que elas irão seguir a linha de financiamento específico para o setor aéreo no querosene de aviação (QAV), adiamento de tarifas, isenção e subvenção de impostos.

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"Serão apresentadas linhas de financiamento específicas, adiamento de tarifas. Um conjunto de medidas para mitigar o impacto das questões geopolíticas na aviação brasileira. Mas esse processo será apresentado pelo Ministério da Fazenda nos próximos dias", afirmou Franca, durante cerimônia de posse na sede do Ministério, em Brasília.

A alta do QAV acompanha o movimento do petróleo no mercado internacional, pressionado por tensões geopolíticas e restrições de oferta por parte de países produtores, o que tem elevado os custos das companhias aéreas no Brasil.

O combustível é o principal item de custo das empresas aéreas, podendo representar cerca de 30% a 40% das despesas operacionais, o que amplia o impacto de variações no preço do petróleo sobre o setor.

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O encarecimento do QAV tende a pressionar o valor das passagens aéreas ao consumidor final e pode levar as companhias a reavaliar a oferta de voos, especialmente em rotas menos rentáveis.

Petrobras confirma aumento

A Petrobras confirmou em seu site nesta quarta-feira, o novo preço do querosene de aviação para as distribuidoras, com um aumento de 54,63%. A partir desta data, o combustível passa a custar R$ 5.495,30 o metro cúbico, ou R$ 5,495 por litro. Em março, a estatal já havia elevado o combustível em 9,4%.

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A alta, semelhante à anunciada pela concorrente da Bahia, a Refinaria de Mataripe, reflete a alta do preço do petróleo e de seus derivados no mercado internacional por conta da guerra entre Estados Unidos e Irã, que bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da oferta da commodity.

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