Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Lula: mercado financeiro não pensa no Brasil, só pensa no próprio lucro

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atacou, nesta quinta-feira, 5, o mercado financeiro e disse que "essa gente não pensa no Brasil, só pensa no seu lucro". "É a mesma coisa sempre. Começa janeiro e o sistema financeiro começa a dizer que vai ter um déficit fiscal. Eles querem garantir o que a gente tem de pagar a eles. Eles não pensam no social. Tudo o que a gente faz para cuidar da vida do povo mais humilde, eles acham que é gasto", declarou.

"Quando aumenta R$ 100 no salário mínimo aparece um monte de gente do mercado dizendo que vai estourar a economia, vai ter inflação. Essa gente não pensa no Brasil, só pensa no seu lucro. Eles têm que compreender que o papel do presidente não é pensar no lucro deles, é pensar na melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro", completou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

As declarações ocorreram em entrevista ao UOL News. A crítica se iniciou após o presidente ser questionado sobre a razão para os dados positivos da economia brasileira, como queda da inflação e do desemprego, aumento da massa salarial e da bolsa de valores, não se refletirem em sua popularidade.

Lula disse que a campanha ainda não está em andamento, mas que esses dados ainda farão a diferença até outubro.

"(Os números não refletem na popularidade) porque não tem campanha ainda, deixa começar a campanha. Você quer que vire voto faltando oito meses para a campanha? Você vai ver como vai virar voto", disse o presidente da República.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lula lembrou sobre sua política fiscal nos primeiros mandatos. Disse que perdeu apoio dentro do PT pelos superávits promovidos à época. Aproveitou também para criticar o governo de Jair Bolsonaro. Afirmou que o mercado financeiro não teve o mesmo grau crítico que tem com o PT na gestão do ex-presidente.

"No meu primeiro mandato, elevei o superávit primário a 4,25% (do PIB). Muita gente saiu do PT por conta dessa minha atitude. Eu fiz isso perto da eleição, porque não estou preocupado com a eleição para dirigir o País. O que não posso é cometer um genocídio com o País em meu benefício. Fazer um déficit fiscal de 2,5% (do PIB), como fez o governo passado, e que o sistema financeiro não falou nada. Quando ele deixou de pagar precatórios, o sistema financeiro não falou nada. Quando ele resolveu distribuir dinheiro de graça porque era o ano eleitoral, ninguém falou nada", declarou.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline