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Liquidante do Banco Pleno é advogado especialista em liquidações e falências

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O Banco Central nomeou como liquidante do Banco Pleno (ex-Voiter) e da Pleno DTVM o advogado José Eduardo Victória, que já atua como liquidante em outros casos. No direito, ele tem experiência nas áreas de liquidações, falências e direito bancário.

Victória cuidou de dois outros processos de liquidação extrajudicial: da Govesa Administradora de Consórcios, que teve início em 2021, e da VKN Administradora de Consórcios, que começou em 2024. Antes, atuou como substituto na liquidação da Sicoob Credicazola.

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Ao contrário dos liquidantes de empresas do conglomerado Master, Victória nunca foi servidor do BC. Ele é sócio-administrador do escritório Mattos, Rodeguer Neto e Victória (MRV Advogados), de São Paulo.

O BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno DTVM nesta quarta-feira, 18. A decisão foi tomada porque a instituição já não tinha liquidez para honrar compromissos de curtíssimo prazo. É um caso relativamente simples, distante das suspeitas de fraude envolvendo o Master.

O Pleno (à época, Banco Voiter) foi vendido pelo Master para um ex-sócio do banco, Augusto Lima, em julho de 2025. Para conceder a autorização de compra, o Banco Central fez uma série de exigências, incluindo aumentos o capital e que a instituição não crescesse com base na emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), para limitar sua exposição ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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Lima vinha aportando recursos e tentando encontrar fontes de captação para o banco, o que se tornou desafiador sem a emissão de CDBs. Ao mesmo tempo, tinha de honrar os CDBs vincendos. Os técnicos do BC, que acompanhavam o caixa do Pleno diariamente, constataram que essa equação vinha se deteriorando. Recentemente, constatou-se que o banco não tinha liquidez nem para honrar vencimentos de curtíssimo prazo. Por isso, houve a opção por uma liquidação.

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