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Leonid Radvinsky, bilionário dono do OnlyFans, morre aos 43 anos

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Leonid Radvinsky, empresário bilionário e proprietário da plataforma de conteúdo adulto OnlyFans, morreu nesta segunda-feira, 23, aos 43 anos, vítima de câncer. A informação foi confirmada pela empresa à agência Bloomberg.

Em comunicado enviado por e-mail, a empresa informou que o executivo faleceu após uma longa batalha contra a doença. "É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de Leo Radvinsky. Leo faleceu pacificamente após uma longa batalha contra o câncer", diz a nota, que acrescenta que a família pediu privacidade.

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Radvinsky adquiriu participação no OnlyFans em 2018 e transformou a empresa em uma das plataformas digitais mais lucrativas do mundo. O serviço permite que criadores cobrem diretamente pelo acesso a seus conteúdos, ficando a empresa com uma taxa de cerca de 20% sobre assinaturas e vendas.

Segundo dados de 2024, a plataforma reunia mais de 4,6 milhões de criadores e aproximadamente 377 milhões de usuários pagantes, com receita anual de US$ 1,4 bilhão. Desde 2021, Radvinsky já havia recebido cerca de US$ 1,8 bilhão em dividendos do negócio.

Nascido na antiga União Soviética e criado em Chicago, Radvinsky transformou o que antes eram negócios obscuros na internet em um império bilionário centrado na monetização da intimidade online.

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Formado em economia pela Universidade Northwestern, Radvinsky continuou expandindo seu império com iniciativas como o MyFreeCams, um dos pioneiros no setor de "camming", combinando conversas ao vivo com conteúdo sexual sob demanda. Em 2018, ele deu seu maior passo ao adquirir o controle total da britânica OnlyFans, então uma pequena rede voltada à venda de conteúdo por assinatura.

Sob sua gestão, o site explodiu durante a pandemia, quando milhões de pessoas buscaram novas formas de renda e conexão. O modelo é simples: criadores - de celebridades a trabalhadores sexuais - cobram assinaturas mensais por acesso a seus conteúdos, ficando com 80% da receita.

O OnlyFans cresceu ao se apoiar nas redes sociais: imagens no Instagram e Tiktok e trechos explícitos no X (antigo Twitter) funcionavam como iscas para os links pagos. Em 2021, o site acrescentava até 300 mil usuários por dia.

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Apesar de sua fortuna estimada em quase US$ 4 bilhões, Radvinsky permanecia avesso à exposição. Sua fundação pessoal divulga doações a instituições como o Memorial Sloan Kettering Cancer Center e apoio a softwares de código aberto.

Em uma rara aparição pública, participou em 2024 de um evento beneficente ao lado da esposa, que hoje lidera uma fundação dedicada à pesquisa do câncer.

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