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Lagarde ressalta ambiente de incerteza com Oriente Médio e mantém próximas decisões em aberto

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A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou nesta quinta-feira, 19, que a guerra no Oriente Médio está "perturbando" os mercados de commodities e afetando a confiança na zona do euro, além do grande impacto do conflito nos mercados financeiros e do aperto nas condições financeiras, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, após a decisão unânime de manutenção dos juros na reunião de março. Segundo ela, o BCE está monitorando de perto os desdobramentos da situação geopolítica.

Lagarde destacou que o aumento dos preços de energia, decorrentes do conflito instaurado pelos EUA, deve fazer com que a inflação ultrapasse os 2% no curto prazo e, se os efeitos da guerra forem prolongados, isso exigirá um monitoramento.

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Diante da cenário, ela enfatizou que os riscos de perspectivas de crescimento estão inclinados para baixo, enquanto os de inflação são para cima. Por outro lado, em um cenário mais otimista, a presidente do BCE destaca que a economia poderá ficar "mais forte".

"Estamos bem posicionados e bem equipados para lidar com grande choque que está se desenrolando", detalhou a dirigente. "O clima no Conselho do BCE era de calma, determinação e foco absoluto na obtenção de informações", acrescentou sobre a decisão deste mês, reiterando que a instituição não está comprometida com qualquer trajetória específica dos juros.

Ela mencionou que os dirigentes do BC da zona do euro estarão particularmente atentos a todos os mercados de commodities e gargalos de abastecimento e ponderou que possíveis medidas dependerão da duração e possíveis consequências da guerra. "Qualquer resposta fiscal ao choque energético deve ser temporária, direcionada e adaptada às necessidades específicas de cada caso", disse.

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Para Lagarde, o ambiente externo continua sendo desafiador, também levando em consideração que a guerra entre a Rússia e Ucrânia é uma fonte "significativa" de incerteza.

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