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Lagarde menciona período de incertezas e choques e ressalta poder de transformação da IA

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A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que, atualmente, o mundo está entrando em um período de incertezas e que os choques que têm sido enfrentados estão transformando as estruturas, assim como a inteligência artificial (IA), que pode remodelar os processos industriais e mercados de trabalho, em discurso preparado para um evento na Universidade Johns Hopkins de Bolonha, nesta quinta-feira.

Lagarde avalia que a questão tecnológica envolvendo IA e a fragmentação geopolítica mundial atuam em "direções opostas" na economia: uma pode aumentar "drasticamente" o potencial de crescimento, enquanto a outra pode reduzi-lo na mesma medida. "O resultado é uma gama de possíveis desfechos mais ampla do que qualquer coisa que tenhamos enfrentado nas últimas décadas", detalhou.

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Diante do cenário, a presidente do BC da zona do euro alertou que modelos macroeconômicos tradicionais não são um guia suficiente, já que foram calibrados em um mundo com relações comerciais estáveis e sem uma tecnologia tão difundida quanto a IA. Porém, de acordo com ela, há caminhos a seguir.

"O primeiro é aprimorar a capacidade de nossos modelos em lidar com a incerteza, que é o que estamos fazendo no BCE. O segundo caminho é olhar além do período de dados utilizado por nossos modelos. Isso não preverá resultados específicos, mas pode elucidar a dinâmica atual e os perigos que se avizinham", explicou.

Lagarde ainda afirmou que, em uma era de incerteza sistêmica, a estratégia mais robusta é a integração resiliente. "Em um mundo que se fragmenta, o ato mais importante da gestão de riscos é manter unidas as conexões essenciais", acrescentou.

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