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Juros: taxas reduzem piora e encerram sessão em leve alta, de olho em cessar-fogo

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Depois de terem se consolidado em firme alta ao longo de todo o pregão, os juros futuros negociados na B3 praticamente zeraram o movimento faltando pouco mais de meia hora para o fechamento desta terça-feira, 24. O gatilho para a inversão foram relatos da mídia israelense de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trabalha em uma proposta para um cessar-fogo de um mês na guerra com o Irã. Até as 17h20, as taxas haviam se consolidado no terreno positivo em meio a incertezas sobre possíveis negociações entre os EUA e o país persa.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 oscilou de 14,15% no ajuste anterior a 14,16%. O DI para janeiro de 2029 passou de 13,721% a 13,815%. O DI para janeiro de 2031 fechou em 13,93%, de 13,817% no ajuste.

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Os trechos curtos chegaram a acelerar a alta e renovar máximas por volta das 14h, devido à informação, segundo agentes, de que o Pentágono planeja enviar cerca de 3 mil soldados do Exército ao Oriente Médio. No fim da tarde, apagaram boa parte do avanço, reagindo a relatos da mídia israelense de que um acordo entre EUA e Irã envolveria uma trégua de um mês nos ataques. A resolução, ainda não confirmada por Teerã, também envolveria restrições sobre o programa nuclear iraniano.

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) - que, na visão de profissionais do mercado, deixou em aberto a possibilidade de corte de 25 ou 50 pontos-base da Selic em abril -, ficou em segundo plano no dia diante da volatilidade no noticiário sobre o confronto.

Os ativos de risco já haviam moderado levemente a dinâmica negativa observada ao longo do dia nas horas finais do pregão, ao mesmo tempo em que o presidente dos EUA, Donald Trump, garantia que o país venceu a guerra, e que Washington segue em tratativas com Teerã.

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O Irã, por sua vez, continuou negando que as negociações sejam verídicas. Pela manhã, o porta-voz do alto comando militar iraniano, major-general Ali Abdollahi Aliabadi, do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, afirmou que as Forças Armadas do país lutarão "até a vitória completa".

"O DI curto está extremamente correlacionado com o preço do petróleo", observa André Muller, economista-chefe da AZ Quest Investimentos. "Seja aqui ou lá fora, o mercado de renda fixa está com desempenho atrelado ao exterior e ao mercado de energia". Nesta terça, o barril do Brent para junho fechou em alta de 4,5%, cotado a US$ 100,23, diante da continuidade dos ataques entre Israel e Irã e das negativas do país persa sobre conversas com os EUA. Após as informações sobre o possível cessar-fogo, o contrato chegou a recuar 2%.

Muller aponta que, desde o início do mês, a projeção da AZ Quest para o aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 passou de 3,8% a 4,2%, incorporando os impactos altistas da disparada do petróleo, e os riscos neste número são para cima. "A inflação de curto prazo coloca um prêmio de risco maior nos DIs", disse.

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Na ata do Copom, divulgada nesta manhã pelo Banco Central, o colegiado reconhece que a eclosão da guerra diminuiu a visibilidade, mas sinaliza que mantém o plano de voo de "calibração" do juro básico mesmo com as incertezas vindas do ambiente externo. O ritmo e a duração deste ciclo, porém, serão determinados ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas à análise.

Agentes do mercado se dividiram entre o tom do documento, considerado hawkish, dovish ou neutro ante o último comunicado, mas concordam que a sinalização é de que haverá novo ajuste para baixo da Selic na próxima reunião do Copom. Para Goldman Sachs, BTG Pactual, XP Investimentos e Warren Investimentos, a autoridade monetária ainda deixou na mesa a opção de acelerar o corte a 0,5 ponto em abril.

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