Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

IPSConsumo: Azul pressiona Cade para aprovação de aporte da United em tempo recorde

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O IPSConsumo, instituto de defesa do consumidor, fez um alerta acerca do ato de concentração entre Azul e United, que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisará nesta quarta-feira, 11. Segundo o instituto, a companhia aérea tem feito pressão junto ao órgão regulador para a aprovação dos investimentos da empresa americana em seu capital.

Para a presidente do IPSConsumo, Juliana Pereira, a Azul justifica a atitude no contexto de sua reestruturação financeira nos Estados Unidos, o Chapter 11, mas, segundo ela, a companhia brasileira deve respeitar o tempo de análise e costumeira acuracidade da autoridade concorrencial para avaliar os riscos ao mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"A própria empresa tem comunicado ao mercado a expectativa de concluir a reestruturação e emergir do Chapter 11 com menor alavancagem financeira, o que pressupõe continuidade operacional e previsibilidade mínima de fluxo de caixa durante o período", diz a presidente do IPSConsumo.

O Chapter 11 prevê a apresentação de um plano de saída que envolve renegociação com credores, reorganização societária e captação de recursos junto a investidores estratégicos.

Na avaliação do IPSConsumo, a Azul anunciou ao mercado que pretende reduzir sua dívida líquida de US$ 7 bilhões para US$ 3,7 bilhões, convertendo cerca de R$ 7,4 bilhões em dívidas em ações e perdoando juros, com um financiamento de US$ 1,6 bilhão para estabilizar as finanças. Até o momento, já anunciou uma captação de US$ 1,375 bilhão em novos títulos de dívida. "Dizer que o investimento de US$ 100 milhões da United seria decisivo para a recuperação da companhia não parece factível".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o IPSConsumo, empresas efetivamente à beira da insolvência tendem a perder acesso a crédito, apoio de credores e interesse de investidores, sinais que, até o momento, nem de longe se materializaram de forma objetiva no caso da Azul, apesar da deterioração do valor das ações, fenômeno comum em processos de reestruturação desse porte.

A presidente do IPSConsumo ressalta, ainda, que o ato de concentração entre Azul e United foi classificado sob o chamado rito ordinário pelo Cade e, nos termos da lei, pode durar ao menos 240 dias, chegando, em alguns casos, a 330 dias. "Não é razoável qualquer empresa séria achar que vai apresentar uma operação com esse nível de complexidade ao Cade e ter uma aprovação a jato. Isso é pressão sem fundamento", afirma ela.

Para o instituto, ao associar atrasos regulatórios a um suposto risco de quebra, a Azul tensiona de modo ilegítimo o debate institucional em um momento em que sua própria estratégia jurídico financeira aponta para reorganização, não para liquidação. Segundo Juliana Pereira, para o Cade, o desafio é "separar o joio do trigo" e afastar a narrativa de quebra da empresa dos elementos técnicos e concretos que devem nortear uma decisão concorrencial de longo alcance e repercussão à coletividade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline