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Investimento em habitação atinge piso na zona do euro, mas recuperação segue fraca, diz BCE

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O investimento em habitação na zona do euro dá sinais de ter atingido o piso, mas ainda não apresenta uma recuperação sustentada, segundo boletim do Banco Central Europeu (BCE). Após crescer de meados de 2015 até o início de 2022 - com interrupção temporária na pandemia -, o investimento recuou de forma relativamente contínua desde o primeiro trimestre de 2022, atingindo o ponto mais baixo no quarto trimestre de 2024.

No terceiro trimestre de 2025, o investimento caiu 0,2% ante o trimestre anterior e permanece cerca de 7% abaixo do pico observado no início de 2022.

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O desempenho foi desigual entre países: Alemanha e França registraram quedas expressivas, enquanto Itália e Espanha tiveram alta no período.

Com base em modelo estrutural, o BCE atribui a fraqueza recente principalmente ao enfraquecimento das condições macroeconômicas e aos efeitos defasados do aperto monetário de 2022-23.

Choques negativos de demanda agregada, associados à desaceleração econômica após o choque de energia e a guerra na Ucrânia, e restrições do lado da oferta na construção também pesaram sobre a atividade.

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O impacto adverso dos juros atingiu o pico no segundo trimestre de 2024 e vem diminuindo com o ciclo de afrouxamento monetário.

Por outro lado, indicadores apontam recuperação gradual da demanda por moradia. O BCE destaca a melhora na percepção das famílias sobre o setor, a retomada dos empréstimos imobiliários e a alta das transações, além de pesquisas que mostram aumento na intenção de comprar, construir ou reformar imóveis.

Para a autoridade monetária, a tendência é de ganho de tração mais consistente à frente, à medida que a demanda se fortaleça, o crescimento econômico avance e os efeitos do afrouxamento monetário se transmitam à economia.

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