Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Investigado pela PF joga mala de dinheiro pela janela em SC

Operação Barco de Papel apura suspeitas de irregularidades em aportes do RioPrevidência

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Investigado pela PF joga mala de dinheiro pela janela em SC
Autor Agentes foram surpreendidos quando um dos ocupantes de um apartamento jogou pela janela uma mala cheia de dinheiro em espécie - Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 11, a terceira fase da Operação Barco de Papel, que apura suspeitas de irregularidades em aportes do RioPrevidência, fundo dos servidores do Estado do Rio, em títulos do Banco Master.

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta manhã em Balneário Camboriú e em Itapema, autorizados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

-LEIA MAIS: 'Minha escolha foi decisão acertada, me sinto muito preparado', diz Flávio sobre candidatura

Ao chegarem ao apartamento em Balneário Camboriú, os agentes foram surpreendidos quando um dos ocupantes jogou pela janela uma mala cheia de dinheiro em espécie. Além do montante recuperado, a operação resultou na apreensão de dois veículos de luxo e dois smartphones.

Segundo a PF, a terceira fase da Operação Barco de Papel foi motivada por "indícios de obstrução de investigações e de ocultação de provas".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aplicação no Master

O fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro aplicou R$ 970 milhões no Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central e suspeita de operar créditos podres, sem qualquer garantia do FGC, o que poderia gerar prejuízos aos servidores.

Batizada de Barco de Papel, a operação suspeita que as operações foram aprovadas de forma irregular, incompatíveis com a finalidade do instituto de previdência e expuseram os servidores públicos a "risco elevado". São apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

A primeira diligência da PF na investigação atingiu o ex-diretor de investimentos do fundo, Euchério Rodrigues, e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que haviam deixado seus cargos após as suspeitas envolvendo o caso Master.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o fundo, os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. Atualmente, a autarquia está em negociação para substituir as letras por precatórios federais.

Ex-presidente do fundo

Em 3 de fevereiro, o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Deivis havia deixado a direção do fundo em 23 de janeiro, após a primeira fase da Operação Barco de Papel, e viajou para os Estados Unidos poucos dias antes das diligências. O Estadão apurou que antes da viagem, no dia 15, ele passou a evitar a própria residência no Rio de Janeiro e se mantinha em estado de alerta, receoso de ser surpreendido por uma operação da Polícia Federal.

Ao retornar dos Estados Unidos, Deivis desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, e pretendia seguir de carro para o Rio de Janeiro.

O voo do ex-presidente do fundo previa conexão em Guarulhos com destino ao Aeroporto do Galeão, no Rio. Ele, porém, não compareceu ao embarque. Em vez disso, alugou um carro e seguiu pela Rodovia Dutra. Em uma operação coordenada pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal, acabou preso em Itatiaia, já no estado do Rio de Janeiro, a cerca de 200 quilômetros de São Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Deivis deixou Guarulhos de carro por volta das 7h e foi preso às 9h pelos federais.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline