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Inflação nos EUA precisa voltar à meta antes de novos cortes nos juros, diz dirigente do Fed

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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Chicago, Austan Goolsbee, disse nesta sexta-feira, 13, que a inflação dos EUA ainda precisa convergir à meta de 2% do BC dos Estados Unidos para que o Comitê Geral do Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) volte a cortar a taxa de juros.

"Tivemos PIB forte nos últimos anos e seria bom manter esse ritmo", disse Goolsbee em entrevista ao Yahoo Finance, para logo após reforçar a importância dos gastos dos consumidores no crescimento da economia, o que para ele não significa necessariamente o impulso da inteligência artificial (IA). "Os juros podem cair, mas antes precisamos ver progresso na inflação. Atualmente ela está mais próxima dos 3%, o que é inaceitável."

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O dirigente do Fed admitiu a incerteza em relação ao quão restritiva a atual taxa de juros está realmente e reforçou seu voto de dezembro, quando optou pela manutenção do Fed Funds, dissonante da maioria do Fed. "Os dados do CPI desta sexta mostraram alguns números encorajadores, mas ainda levantam preocupações. A inflação nos serviços poderá ser melhor analisada através dos dados do índice de preços ao produtor", explicou.

Referindo-se ao mercado de trabalho, Goolsbee destacou que o relatório de empregos (payroll) divulgado na quarta-feira pode indicar sinais de estabilidade, observando que o setor tem se mantido robusto, com apenas um leve arrefecimento.

Quanto às tarifas, Goolsbee expressou otimismo ao afirmar que o impacto máximo já foi atingido, o que ajudaria a aliviar uma das pressões sobre a inflação.

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