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Incerteza com guerra e ata do Copom derrubam Ibovespa, mas alta do petróleo atenua

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As incertezas sobre negociações de Teerã com os Estados Unidos para colocar fim à guerra direcionam os mercados. Neste cenário, o Ibovespa cai nesta terça-feira, 24, após ter avançado 3,24% ontem, aos 181.931,93 pontos.

"A queda nesta manhã é mais uma correção da alta de ontem. Não dá nem para cobrir toda a valorização", diz Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos. Enquanto as bolsas caem, o petróleo voltou a subir hoje, com elevação na faixa de 4%, o que estimula papéis do setor de óleo e consequentemente limita o recuo do Ibovespa. Os papéis da Petrobras sobem em torno de 3%.

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Sem novidades a respeito da guerra no Oriente Médio, a sessão, por ora, está sem grande volatilidade, como em outros pregões, ressalta João Daronco, analista da Suno Research. "As falas de Trump é que têm movido os mercados, colocado panos quentes em alguns momentos. Hoje não temos nada, por enquanto. Talvez os ativos fiquem menos voláteis", estima, ao referir-se ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Somam-se às dúvidas sobre a duração da guerra no Oriente Médio a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta manhã pelo Banco Central. O documento, segundo alguns analistas, reforçou a aposta de um novo corte da Selic em abril, após o declínio de 0,25 ponto porcentual, para 14,75% ao ano, na semana passada. "A dúvida é quanto à magnitude da queda e o tamanho do ciclo final", afirma Cima, da Manchester.

Na ata o BC diz que a magnitude e a duração do ciclo de calibração da Selic serão determinados ao longo do tempo, à medida que novas informações sejam incorporadas à análise. O colegiado reforçou estar mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária.

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Segundo Silvio Campos Neto, economista sênior da Tendências Consultoria, de forma geral, a ata colocou a evolução do conflito geopolítico e sinais da desaceleração da atividade como determinantes para a magnitude e a duração do ciclo de "calibração" dos juros.

"Ao qualificar o corte de 25 bps como adequado 'nesse momento', o texto não desautoriza apostas de aceleração quando o cenário se acalmar", avalia em nota o sócio da Tendências.

Para Carlos Lopes, economista do banco BV, o tom da ata se alinha ao texto do Copom após a decisão da semana passada. "Não altera a sinalização dada no comunicado. Segue o jogo", diz. "Acho que o próximo corte é 0,25 ponto. A barra é alta para eventuais mudanças de plano", completa Lopes.

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Sobre o conflito no Oriente Médio, hoje o Irã nomeou um ex-comandante da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC, pela sigla em inglês) como novo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país, em substituição a Ali Larijani, morto em um ataque aéreo no último dia 16. Paralelamente, o porta-voz do alto comando militar do Irã afirmou nesta terça-feira que as Forças Armadas do país lutarão "até a vitória completa", após Trump ter afirmando ontem que ambos os países estavam em negociação, o que motivou apetite por risco.

Após cair ontem à mínima a R$ 5,2157, o dólar fechou em baixa de 1,29%, a R$ 5,2407, e, às 11h12, subia 0,20%, a R$ 5,2518.

O Ibovespa caía 0,21%, aos 181.552,44 pontos, ante recuo de 1,11%, na mínima em 179.914,53 pontos, e alta de 0,06%, na máxima a 182.041,70 pontos, vindo de abertura aos 181.931,93 pontos, com variação zero.

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O minério de ferro subiu hoje 0,55% em Dalian, na China, a US$ 119,74 a tonelada. Vale virava para o positivo (0,14%). Petrobras avançava entre 3,61% (PN) e 3,53% (ON).

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