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Ibovespa sobe pelo 3º dia, em alta de 0,28%, perto dos 184 mil pontos

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Após dois dias de recuperação parcial, e em sessão negativa para os índices de ações em Nova York, o Ibovespa chegou a embicar para baixo, embora levemente, neste meio de semana, mas resistiu em alta do meio para o fim da tarde, estendendo assim a série positiva. Nesta quarta-feira, oscilou entre 182.021,14 e 185.714,27 pontos, encerrando com pequeno ganho de 0,28%, aos 183.969,35 pontos, com giro a R$ 26,5 bilhões. Na semana, avança 2,57%, com perda no mês a 2,55%. No ano, o índice sobe 14,18%. Em Nova York, na sessão, Dow Jones -0,61%, S&P 500 -0,08% e Nasdaq +0,08%.

Nesta quarta-feira, na B3, Petrobras, com ganhos de 4,89% na ON e de 4,36% na PN, contribuiu decisivamente para equilibrar o efeito negativo de Vale (ON -0,88%) e da maioria das ações do setor financeiro, à exceção de Banco do Brasil (ON +0,80%) e de Itaú (PN +0,21%) no fechamento. Na ponta ganhadora do Ibovespa, além de Petrobras, destaque para Cury (+4,13%), Lojas Renner (+3,02%) e Braskem (+2,38%). No lado oposto, Raízen (-5,77%), MBRF (-4,24%) e Cosan (-2,29%).

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"O Ibovespa está em um cenário bastante lateralizado. Se não fosse pela Petrobras e por outras empresas de commodities ligadas ao setor de petróleo, hoje provavelmente estaríamos vendo o Ibovespa em queda, algo semelhante ao que ocorreu nos mercados internacionais", diz Nicolas Gass, estrategista e sócio da GT Capital. "O fechamento do Estreito de Ormuz, de fato, segue impactando diretamente o fluxo global de produção e transporte de petróleo. Por isso, vemos o preço da commodity subir, ao mesmo tempo em que as bolsas apresentam queda."

Nicolas Merola, analista da EQI Research, observa que o cenário se mantém incerto desde a deflagração do conflito entre EUA-Israel e Irã, no fim de fevereiro, o que dificulta fazer previsões sobre a orientação dos ativos nos mercados, que permanecem voláteis. "Momentos assim, como o atual, de 'flight to quality' busca de proteção em ativos considerados seguros, costumavam resultar em demanda por Treasuries, o que não tem acontecido agora. A renda fixa americana - cujas taxas de juros vêm abrindo bastante - costumava ser uma proteção para a renda variável em situações de instabilidade e incerteza", diz Merola.

"Mas agora, mesmo com as ações em queda nos Estados Unidos, os preços dos Treasuries não têm se apreciado. O câmbio tem sido o único escape, num processo de busca por liquidez mais do que de busca por segurança", acrescenta o analista, referindo-se à recente recuperação do dólar, revertendo o movimento de enfraquecimento global da moeda americana que vinha beneficiando, até a deflagração dos ataques de 28 de fevereiro, as moedas de emergentes, como o Brasil, e a alocação de recursos nas bolsas desses países. Nesta quarta-feira, o dólar à vista fechou estável, em leve alta (+0,03%), a R$ 5,1593.

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Dessa forma, o desempenho do Ibovespa continua a ser condicionado pela direção dos fluxos de entrada e saída de recursos estrangeiros, que afeta o câmbio. E também pela orientação do petróleo, que subiu hoje cerca de 5% em Londres e Nova York após a descompressão vista na terça-feira em ambas as referências, Brent e WTI, quando haviam recuado mais de 11%. Hoje, a tensão no Oriente Médio voltou a deixar o mercado da commodity em alerta, em especial, ainda, quanto à segurança da navegação de petroleiros pelo Estreito de Ormuz.

Investidores também repercutiram o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre as perspectivas de demanda pelo insumo e o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) de que pretende contribuir para estabilizar o mercado de energia. Em outro desdobramento do dia, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a liberação de barris de petróleo coordenada com a AIE visa equilibrar o mercado da commodity, mas será feita "aos poucos", à medida que monitoram os desdobramentos do mercado e de outros parceiros.

No noticiário doméstico, embora sem grande efeito para o Ibovespa, o destaque do dia foi nova pesquisa Genial/Quaest com empate em simulação de segundo turno entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o principal pré-candidato da oposição no momento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 41% de intenções para cada.

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A pesquisa trouxe também que 59% dos ouvidos consideram que Lula não deve continuar como presidente por mais um mandato, e que 37% apoiam a reeleição para o que seria o quarto mandato do presidente.

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