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Ibovespa opera estável diante de sinal conservador do BC, apesar de alta em NY

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O Ibovespa opera perto da estabilidade nesta quinta-feira, 18, apesar da valorização dos índices futuros de ações norte-americanos e das commodities. Por ora, a sessão desta quinta-feira é marcada pela indefinição, enquanto os investidores digerem o Relatório de Política Monetária (RPM), do Banco Central, e acompanham a entrevista coletiva com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor Diogo Guillen, iniciada às 11 horas, em busca de sinais sobre o rumo da Selic. Ainda os mercados avaliam a pesquisa eleitoral AtlasIntel/Bloomberg.

Outro ponto de atenção é a expectativa de votação do Orçamento de 2026 hoje ou amanhã, após acordo entre governo e oposição que viabilizou a aprovação do PL da Dosimetria no Senado em troca do aval ao projeto que corta em 10% os benefícios fiscais e eleva a tributação de JCP, fintechs e apostas, com impacto estimado de R$ 22,4 bilhões na arrecadação.

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Os investidores hoje vão calibrar suas estimativas para os juros nos Estados Unidos, além de avaliarem as decisões de política monetária da Inglaterra e da zona do euro, divulgadas mais cedo. Nos EUA, o destaque é o índice CPI de inflação de novembro, que apresentou alta menor do que a esperada, reforçando cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) após janeiro, quando espera-se manutenção.

Após a divulgada da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), depois da decisão que deixou a Selic em 15% ao ano, sugerindo cautela quanto ao mês de início do afrouxamento, hoje o BC trouxe o RPM do quarto trimestre. No relatório informou que espera queda da inflação acumulada em 12 meses para o centro da meta, de 3%, no primeiro trimestre de 2028. É a primeira vez que as projeções da autoridade monetária apontam para a convergência.

No cenário de referência, o IPCA acumulado em 12 meses passou de 4,4% no fim de 2025 para 3,6% entre o primeiro e o terceiro trimestres de 2026. No fim do ano que vem, estaria em 3,5%. Depois, ficaria em 3,2% do primeiro ao terceiro trimestre de 2027, antes de cair a 3,1% no fim do ano. Nos dois primeiros trimestres de 2028, ficaria em 3,0%. No RPM ainda o BC destaca ganho de confiança que vem se acumulando com o processo de desinflação.

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"O discurso do BC não mudou muito, temos uma avaliação de que o Banco Central segue cauteloso mas há espaço para iniciar o processo de corte de juros a partir de março do ano que vem", avalia o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani, em comentário matinal a clientes e à imprensa.

No documento, o BC reduziu suas projeções para a inflação, mas seguem acima da meta e vê um PIB maior. Segundo Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, o RPM deixa muito claro que, apesar de a Selic estar tão alta, em 15% ao ano, a economia segue resiliente. "Com isso, há menos espaço para corte de juros, pelo ponto de vista do Banco Central, nos próximos meses", estima Costa.

Para a economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Natalie Victal, o plano de voo do BC parece ser março. "Não descarto abril - dado o panorama cambial atual. Dito isso a flexibilização qualitativa do discurso, e o petróleo fortalecem o case de março", estima em relatório.

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No político, pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra que se as eleições gerais de 2026 fossem realizadas hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorrerá à reeleição ao Palácio do Planalto, venceria todos os adversários, tanto no primeiro quanto no segundo turnos.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,79%, aos 157.327,26 pontos.

Às 11h09 desta quinta-feira, o Ibovespa subia 0,24%, aos 157.712,17 pontos, ante elevação de 0,28%, na máxima em 157.761,74 pontos, e mínima em 157.262,25 pontos (-0,04%), vindo de abertura em 157.326,54 pontos. Entre as principais commodities, o petróleo subia em torno de 0,30% e o minério de ferro encerrou com valorização de 1,63% em Dalian, na China.

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