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Ibovespa opera estável com sinais leves externos e em meio a varejo fraco e tarifas

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O Ibovespa opera perto da estabilidade na manhã desta terça-feira, 8, em meio a sinais de enfraquecimento da atividade medida pelo varejo brasileiro, e incertezas comerciais. Na segunda, 7, o anúncio de tarifas a vários países pelos Estados Unidos levou o indicador da B3 a cair 1,26%, para os 139.489,70 pontos, após recentes máximas.

Às 11h18 desta terça, o principal indicador da B3 cedia 0,08%, aos 139.372,20 pontos, ante queda de 0,26%, na mínima a 139.132,91 pontos, e alta de 0,07%, na máxima aos 139.590,92 pontos, nível perto da abertura (139.491,37 pontos). Em Nova York, as bolsas recuavam moderadamente após cederem na véspera, por tarifas, depois de recentes recordes.

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Segundo Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença, o desempenho discreto dos índices de ações indica cautela dos investidores, que aguardam novas informações sobre como de fato ficará o quadro de tarifas pelos EUA, diante da escalada das tensões comerciais. "Esperam definição sobre isso, que pode dificultar início do corte dos juros americanos", diz.

Ao mesmo tempo, o mercado fica à espera de novidades acerca do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspender, na semana passada, os efeitos de todos os decretos recentes que tratam do IOF e determinou uma audiência de conciliação entre governo Lula e Congresso sobre o tema no dia 15 de julho.

Nesta segunda, ao Roda Vida da TV Cultura, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, minimizou a crise entre o Palácio do Planalto e o Congresso, que escalou após a derrubada do decreto que aumentou alíquotas do IOF. Segundo Costa, o governo deverá reabrir nos próximos dias o diálogo com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e com líderes partidários.

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Apesar da queda das bolsas em Nova York, os papéis ligados a commodities sobem e atenuam o recuo do Ibovespa. Petrobras subia entre 1,25% (PN) e 2,03% (ON), ás 11h25, com o petróleo tentando avançar. Vale tinha alta de 0,31%, após o minério de ferro em Dalian fechar com elevação de 0,14% hoje.

Investidores monitoram eventuais novas notícias a respeito das tarifas americanas, diante da escalada das tensões comerciais. Na segunda, o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou cartas a 14 países, incluindo Japão e Coreia do Sul, notificando que seus produtos ficarão sujeitos a "tarifas recíprocas", variando de 25% a 36%, a partir de 1º de agosto. Logo, o prazo que venceria amanhã, foi prorrogado.

"A agenda econômica não tem grandes destaques tanto no mundo quanto no Brasil, exceto pelas vendas do varejo brasileiro de maio que vêm para completar os dados do segundo trimestre", pontua Carlos Lopes, economista do banco BV.

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As vendas do comércio varejista caíram 0,2% em maio ante abril, coincidindo com o piso das estimativas na pesquisa do Projeções Broadcast. Já o varejo ampliado - que inclui as atividades de material de construção, veículos e atacado alimentício -, mostrou alta de 0,3% em maio em relação a abril. O dado veio próximo ao piso de 0,2% das expectativas, cujo teto era de 2,0%, com mediana positiva em 1,0%.

Conforme cálculos do Projeções Broadcast, o avanço de 0,3% do volume de vendas do varejo ampliado em maio, na margem, deixou carrego estatístico negativo de 0,7% para o segundo trimestre de 2025 e herança positiva de 1,2% para o ano.

Para o economista André Perfeito, o resultado de maio do varejo sugere certa acomodação num dos componentes mais relevantes para a atividade brasileira depois de meses de política monetária restritiva. "Isso reforça a hipótese que os juros devem permanecer no atual patamar e podem eventualmente até cair já no final de 2025", avalia em nota.

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Na segunda-feira, o indicador à vista oscilou dos 139.294,84 até os 141.341,74 pontos, na máxima quase correspondente ao nível de abertura (141.265,20). Nesta terça, o Itaú BBA elevou sua projeção para o Ibovespa ao final de 2025, de 145 mil pontos para 155 mil pontos.

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