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Ibovespa cai e perde nível recorde de 165 mil pontos da véspera, por temor com juros altos

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O tom positivo dos índices de ações futuros em Nova York e a valorização de quase 1,5% nos preços do petróleo deram algum fôlego ao Ibovespa no início da sessão desta sexta-feira, 16. Porém, logo o principal indicador da B3 mirou para o negativo, perdendo a marca dos 165 mil pontos do começo do pregão. Após recordes recentes, o Índice Bovespa recua, em meio à queda de 0,39% do minério de ferro hoje em Dalian, na China, e incertezas sobre quedas da Selic.

Investidores avaliam o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de novembro, que cresceu acima do esperado, colocando em dúvidas o mês de início de queda da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Neste cenário e diante do exterior, os juros futuros e o dólar ante o real avançam.

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O crescimento do IBC-Br reforça que a há resistência da atividade brasileira, o que tende a alongar o início de queda da taxa Selic, que está em 15% ao ano, e tem dificultado um início promissor para algumas empresas do setor de consumo, do varejo neste começo de ano, pontua Rodrigo Alvarenga, sócio da One Investimentos. "O ano começo mal para algumas das empresas desses setores. Com certeza a Selic alta atrapalha. A atividade continua fortalecida, diante da taxa de desemprego na mínima histórica", diz.

Ainda o mercado avalia dados de produção da Petrobras e da indústria dos Estados Unidos, em dia de vencimento de opções sobre ações na B3, o que costuma gerar volatilidade.

Ontem, o Ibovespa fechou com alta 0,26%, aos 165.568,32 pontos, em novo nível recorde pela segunda sessão consecutiva. Ainda, naquela sessão, tocou pela primeira vez a marca dos 166 mil pontos.

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Também na véspera, a Petrobras informou que encerrou 2025 com produção acima das metas do Plano de Negócios 2025-2029, impulsionada pelo avanço do pré-sal e por ganhos de eficiência operacional. A produção de petróleo alcançou 2,40 milhões de barris por dia (bpd), superando em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance, que previa crescimento de até 4%. Além de superar as projeções, a companhia informou que bateu recordes anuais históricos de produção de óleo, produção comercial e produção total. As ações da estatal subiam entre 0,605 (PN) e 0,53% (ON), às 11h13. O petróleo, por sua vez, tinha alta de quase 1,50%.

Em Nova York, os índices futuros das bolsas sobem, com destaque ao avanço do Nasdaq, por otimismo o setor de tecnologia.

No Brasil, o IBC-Br apresentou alta de 0,68% em relação ao recuo de 0,10% em outubro, superando a mediana de 0,35% das projeções. O avanço vem na esteira do também crescimento superior ao previsto nas vendas varejistas do período, informadas na véspera.

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"O desempenho foi predominantemente positivo em novembro, com indústria liderando as altas (+0,8% na margem). Por outro lado, agropecuária representou a única queda, recuando 0,3%", menciona a Terra Investimentos.

Em termos de política monetária, o IBC-Br corrobora a visão da SulAmérica Investimentos de início de quedas da taxa Selic apenas em março. "Corte já em janeiro nos parece precipitado, dada a incerteza do comportamento da atividade econômica - que apresentou bom desempenho em novembro, e a resiliência do mercado de trabalho", argumenta a economista-chefe Natalie Victal, em relatório.

Às 11h22, o Ibovespa caía 0,64%, na mínima aos 164.500,40 pontos, após avanço de 0,18%, na máxima aos 165.871,66 pontos, vindo de abertura em 165.556,54 pontos, com variação zero. As quedas em ações de grandes bancos eram até de 0,85% (Bradesco PN), enquanto Vale também cedia (-0,72%), assim como as demais ações do setor de metais. Vamos liderava o grupo das quedas, com 7,07%, além de Direcional (-6,67%).

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