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Ibovespa cai com aversão a risco global por conflito geopolítico, mas petróleo atenua

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O Ibovespa abriu a sessão desta segunda-feira, 2, a primeira de março, em queda, em meio ao clima de tensão global devido aos conflitos geopolíticos entre Estados Unidos e o Irã, em semana de divulgações importantes como o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e o payroll nos Estados Unidos. O recuo do principal indicador da B3 é atenuado pelo avanço nas cotações futuras do petróleo no exterior e de 0,87% do minério de ferro hoje em Dalian, na China.

Diante do conflito, as cotações do petróleo Brent, referência mundial, sobem quase 9% em Londres, o que beneficia ações do setor petroleiro na B3. O temor de bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota de mais de 20% do petróleo global, pode elevar o barril da commodity a US$ 100, segundo analistas. Desta forma, eleva-se preocupação com inflação maior no mundo e com uma política monetária menos frouxa globalmente.

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"O Ibovespa deve estender a correção registrada na sexta, quando o índice fechou pouco abaixo dos 189 mil pontos. Por outro lado, ações de empresas petrolíferas como a Petrobras podem ser beneficiadas pelo avanço da commodity", diz em nota Silvio Campos Neto, economista sênior da Tendências Consultoria.

Os ataques dos EUA e do Iraque ao país persa no sábado, 28, culminou com o assassinato do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, além de outras pessoas que foram mortas, elevando preocupações com o rumo do conflito e sua duração por autoridades.

A aversão ao risco pressiona bolsas, enquanto o dólar se fortalece em relação a várias moedas, inclusive com o real. Os juros futuros, por sua vez, avançam. O presidente dos EUA, Donald Trump, estima a duração da operação no Irã em quatro semanas, e o premiê Benjamin Netanyahu sinalizou intensificação dos ataques.

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Após acentuar o ritmo de queda por volta das 10h30, indo para a faixa de 186 mil pontos, ante abertura no nível de 188 mil pontos, o Ibovespa reduziu a velocidade de baixa. Há poucas ações em alta, a maioria ligada ao setor petroleiro, em meio à valorização do petróleo.

De 85 papéis, oito subiam às 10h17, com Prio liderando o grupo de altas, com 4,42%. Petrobras avançava 3,15% (PN) e 2,83% (ON). "O sinal claro é de aversão a risco", diz Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, ao referir-se ao clima cauteloso devido aos conflitos geopolíticos dos EUA e Israel contra o Irã.

Segundo Costa, um petróleo mais caro e dólar mais forte vão aumentar a volatilidade, pressionar a economia brasileira, a inflação. "Até mesmo os cortes de juros esperados correm risco", estima.

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No horário citado acima, o Ibovespa caía 0,48%, aos 187.867,90 pontos, ante recuo de 0,97%, na mínima em 186.961,21 pontos, após máxima de abertura em 188.786,34 pontos, com variação zero.

Ações mais sensíveis ao ciclo econômico puxavam a fila das maiores quedas, como Magazine Luiza (-3,74%), MRV (-3,32%), Cyrella (-2,68%) e Cogna (-2,57%). Braskem PNA também caía (-3,34%), após a empresas divulgar seus resultados operacionais no quarto trimestre. No período, a empresa vendeu 595 mil toneladas de principais químicos no Brasil, queda de 13% em um ano.

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou fecha em baixa de 1,16%, aos 188.786,98 pontos, acumulando ganhos de 4,08% em fevereiro.

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