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Ibovespa cai a 177,6 mil pontos por temores bélicos mas reduz queda semanal a 0,95%

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A piora na percepção de risco na segunda parte dos negócios desta sexta-feira, 13, empurrou o Ibovespa para mínima na faixa de 177 mil pontos, nível que prosseguiu até o encerramento da sessão, após ter passado a primeira fase do pregão acima deste patamar. Ao final, caiu 0,91%, aos 177.653,31 pontos, nível visto pela última vez em meados do final de janeiro. Houve declínio considerável das ações de primeira linha, as que mais atraem investidores estrangeiros, num indicativo de saída de fluxo internacional.

Na semana, o Ibovespa cedeu 0,95%, após recuo de 4,99% na passada, reduzindo a alta no acumulado de 2026 para 10,26%. No mês de março cai 5,90%.

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A deterioração do cenário reflete o aumento de incertezas sobre o que pode estar por vir no âmbito da guerra no Oriente Médio no fim de semana, diante da ausência de um horizonte claro para um desfecho. As dúvidas se ampliaram após novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em elevar ataques ao Irã.

Além da aceleração no ritmo de queda do Índice Bovespa, em meio ao recuo das bolsas de Nova York, o dólar subiu 1,41%, a R$ 5,3163, com os juros futuros também em alta acentuada.

"Considerando o cenário, eu diria que o desempenho dos mercados é redução de risco por conta do fim de semana. Ficar sem mercado por dois dias, sendo que o conflito ainda está muito intenso, causa apreensão", diz Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital.

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Além das preocupações com a escalada da guerra no Oriente Médio e seus possíveis impactos na inflação e na política monetária mundial, que pode deixar juros elevados por tempo prolongado, o reajuste do diesel pela Petrobras, ainda que visto como necessário, eleva mais a preocupação com a inflação. Este quadro ocorre a poucos dias das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na quarta-feira que vem.

Por outro lado, apesar do pacote de medidas anunciado na quinta-feira, 12, pelo governo federal para atenuar o impacto da alta do petróleo sobre os preços dos combustíveis, o que pode pressionar menos a inflação, o risco fiscal é elevado, segundo analistas.

"O governo tirou de um lado, e a Petrobras soltou de outro. A estatal tinha mesmo que elevar o preço do diesel, dada a defasagem com os preços internacionais", pontua Felipe Sant' Anna, especialista em mercado financeiro do grupo Axia.

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No começo da tarde desta sexta-feira, a Petrobras anunciou um reajuste de 11,6% no preço do diesel, que passará a custar R$ 3,65 por litro a partir deste sábado nas refinarias da estatal, um aumento de R$ 0,38 por litro.

Ao comentar o reajuste, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reafirmou que a estratégia de preços da estatal funciona no cenário de volatilidade do petróleo. Ela enfatizou que não houve interferência do governo na decisão.

Os indicadores informados nesta sexta - Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de fevereiro no Brasil e índices de atividade e inflação dos EUA - ficaram em segundo plano, de certa forma, dado o aumento das preocupações com a guerra no Oriente Médio.

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Trump voltou a ameaçar o Irã, de que a guerra terminará quando ele determinar. "Prometeu mega ataque ao Irã. Serão dois dias em que os mercados ficarão fechados. Então, é hora de desfazer posições. Há um cenário de preocupação com a inflação e muitos têm revisto projeções de cortes de juros", diz Sant' Anna, do Axia.

De 85 ações 20, fecharam em alta. A maior valorização da carteira teórica ficou com SLC Agrícola (2,51%), seguida por BB Seguridade (1,98%) e TIM (1,495). Em contrapartida Braskem (-6,97%), CSN (-6,23%) e Hapvida (-6,17%) cederam, ocupando o grupo das maiores perdas.

Vale recuou 1,19%, apesar da alta 2,33% do minério em Dalian, enquanto Petrobras caiu entre 0,73% (PN) e 0,54% (ON), a despeito do avanço de 2,97% do petróleo Brent, a US$ 103,43. No caso de grandes bancos, Bradesco PN teve o maior recuo, de 2,06%, e ON teve desvalorização de 1,56%; BB caiu 1,73% e BTG, -1,76%; Itaú Unibanco cedu 0,68% e Santander, -1,18%.

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