Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

'Há males que vêm para o bem', diz Mourão, sobre fim do acordo Boeing-Embraer

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Após episódios de desgaste entre Brasil e China, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou, nesta segunda-feira, 27, que a relação entre os dois países é "inevitável". Mourão defendeu aprofundar a parceria estratégica em áreas como agronegócio e aviação. O vice-presidente considera que a alternativa para a Embraer, que acaba de sair de um acordo frustrado com a Boeing, pode estar na China.

"Há males que vêm para o bem. Com a Embraer permanecendo no Brasil, o governo com a sua golden share, a Embraer tem uma tecnologia, tem um know-how nessa aviação de porte interna. E a China é o país que no presente momento está expandindo esse tipo de aviação", disse Mourão durante videoconferência promovida pela Arko Advice.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"É o momento em que a Embraer poderá se aproximar, nós já temos penetração no mercado local com a Embraer, e isso poderá ser aprofundado. Mais uma vez esse casamento (com China) tem que avançar, porque é um casamento inevitável. Nós temos o produto e eles têm a necessidade", avaliou o vice-presidente.

Ele destacou, no entanto, que a Embraer "seguiu todos os passos daquilo que era o acordo" com a Boeing, que alegou ter rompido o contrato porque a fabricante brasileira não teria cumprido todas as suas obrigações para executar a separação da sua linha de aviões regionais. A Embraer, por sua vez, acusa a Boeing de ter rescindido o contrato indevidamente e exige compensação dos americanos.

Sobre a relação com a China, Mourão disse, ainda, que "não resta a mínima dúvida" de que o Brasil tem que "aproveitar o momento e estar nesse casamento com a China". "É algo que aconteceu, não foi provocado. É algo que veio naturalmente. Eu vejo dessa forma", disse sobre a relação entre os países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o vice-presidente, a China tem uma visão pragmática de suas necessidades e é a grande compradora da nossa produção agrícola. "Não adianta querer ver de outra maneira", frisou.

Com 1,4 bilhão de habitantes, Mourão destacou que o país asiático "não pode se dar ao luxo de ter insegurança social", o que inclui ter comida suficiente para toda a população. "E quem pode colocar comida na mesa dos chineses? É o Brasil", afirmou Mourão.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV