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Galípolo repete que situação do BRB exige aporte do governo do DF

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, repetiu, nesta quarta-feira, 8, que o Banco de Brasília (BRB) tem um problema de patrimônio por causa do seu envolvimento com o Banco Master. Essa situação só pode ser solucionada, segundo ele, por meio de um aporte do seu controlador, o governo do Distrito Federal.

"Melhorar o patrimônio depende, efetivamente, de um aporte por parte dos acionistas. É isso que a gente aguarda e vem fazendo todo tipo de comunicação ao BRB aguardando esse equacionamento da questão do acionista para fazer o devido aporte", disse o banqueiro central em audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do crime organizado.

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O BRB deveria ter publicado o balanço de 2025, com detalhes sobre o impacto do seu envolvimento com o Master, no último dia 31. No ano passado, o banco comprou R$ 12,2 bilhões em créditos falsos do Master. O BRB trocou essas carteiras inexistentes por outros ativos, mas há dúvidas sobre o seu valor.

No entanto, o governo do DF não conseguiu levantar recursos para capitalizar o banco, e o prazo foi descumprido. Uma nova assembleia do banco está marcada para o dia 22 para votar um aumento de capital.

A tendência é que seja necessária uma provisão próxima de R$ 8 bilhões para fazer frente às perdas, o que exige um aporte no capital do banco. O governo do DF ainda não conseguiu levantar os recursos para capitalizar o banco. Uma nova assembleia está marcada para o dia 22 para votar a capitalização.

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Fortalecimento

O presidente do Banco Central repetiu também nesta quarta-feira que é necessário fortalecer o papel da instituição como emprestador de última instância (lender of last resort), capaz de fornecer liquidez a instituições financeiras não-bancárias (NBFIs, na sigla em inglês) em caso de crises.

"Esse tema é da ordem do dia, é o tema de fronteira de discussão hoje, e ele é essencial, porque como cada vez mais você tem instituições que concentram liquidez fora do sistema bancário, você tem esse risco", disse ele

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Galípolo ressaltou que o BC, por ser uma autoridade monetária, tem a infraestrutura necessária para socorrer o sistema financeiro em casos de crise. Ele destacou que a transição da liquidez para as NBFIs, o chamado "shadow banking", exige que a autarquia também possa auxiliar essas instituições, que passam a ter importância sistêmica.

O banqueiro central voltou a citar o exemplo do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que teve de atuar para fornecer liquidez ao mercado quando houve a crise do chamado "minibudget", durante o governo da então primeira-ministra Liz Truss. Essa crise envolveu fundos e institutos de previdência, que estão fora do escopo tradicional dos BCs.

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