Galípolo: discussão sobre a PEC do BC, agora, é sobre entender qual é o texto de consenso
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta quinta-feira, 26, que o momento atual em relação a mais um passo na autonomia da instituição é entender qual o texto de consenso entre todas as partes envolvidas em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65. Ele afirmou em entrevista coletiva para comentar o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre que continua a dialogar sobre o tema com o Legislativo e que as conversas têm avançado "muito bem".
"Agora é uma discussão muito mais de a gente entender qual é o texto que consegue ser contemplado, de limite, de consenso, possível entre os diversos atores e lados", comentou Galípolo.
Além disso, o presidente do BC citou que houve declarações favoráveis à PEC não só do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto por parte de outros ministros. Inicialmente, o PT era contra a conceder mais autonomia - agora financeira e administrativa - à autoridade monetária.
Mais forte que isso, muitos agentes do governo não queriam ver avanço durante a gestão do antecessor de Galípolo no comando do BC, Roberto Campos Neto, que foi indicado para o cargo pelo então presidente da República, Jair Bolsonaro.
"As conversas têm avançado muito bem. Diversos ministros estão envolvidos no processo", relatou, acrescentando que o papel do Banco Central neste momento é de apoio no diálogo com questões técnicas. "Todas as vezes que ele (BC) é demandado, a gente segue fazendo esse diálogo. Mas já tivemos ali declarações favoráveis do próprio ministro Haddad, de outros ministros, de senadores", citou.
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