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FMI projeta PIB dos EUA a 2,4% em 2026; inflação deve voltar à meta apenas em 2027

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que a economia dos Estados Unidos apresentou "bom desempenho" em 2025, com crescimento de 2%, sustentado por forte produtividade, apesar de mudanças relevantes na política econômica e de um shutdown parcial do governo no fim do ano.

O Fundo projeta aceleração moderada do PIB em 2026, a 2,4%, medido no quarto trimestre contra igual período do ano anterior, e crescimento próximo a 2,1% em 2027. Já a inflação medida pelo PCE, métrica de preços favorita do Federal Reserve (Fed), deve ficar em 2,8% em 2026, antes de desacelerar a 2% em 2027, nível compatível com a meta da autoridade monetária americana.

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Segundo o relatório, a trajetória de desinflação deve ser favorecida pela dissipação dos efeitos das tarifas e pela expectativa de recuo dos preços do petróleo, o que deve permitir que o núcleo do PCE retorne a 2% no primeiro semestre de 2027. Ainda assim, o FMI ressalta que a inflação tem mostrado comportamento resiliente no curto prazo.

O crescimento do emprego deve seguir desacelerando, em ritmo inferior ao observado antes da pandemia, refletindo, entre outros fatores, a menor expansão da população em idade ativa. Mesmo assim, a taxa de desemprego deve permanecer próxima de 4% nos próximos anos, projeta o Fundo.

Os riscos de curto prazo para crescimento e mercado de trabalho são considerados "amplamente equilibrados", mas o Fundo alerta que a alta dos preços de energia representa um vetor de pressão inflacionária. Diretores também destacaram preocupações com o aumento das incertezas domésticas e globais, incluindo o conflito no Oriente Médio.

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No campo fiscal, a avaliação é mais cautelosa: a dívida do governo geral dos EUA deve ultrapassar 140% do PIB até 2031, em meio a déficits persistentes. O FMI também projeta que a taxa efetiva de tarifas de importação deve se estabilizar entre 7% e 8,5%, com a entrada em vigor de novas medidas tarifárias.

Sobre política monetária, os diretores avaliaram que os cortes de juros realizados pelo Fed em 2025 foram apropriados, mas indicaram espaço limitado para novas reduções em 2026, diante de pressões inflacionárias ainda presentes.

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