Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

FMI melhora projeção do PIB do Brasil por guerra e vê crescimento de 1,9% em 2026

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou a projeção para o desempenho da economia brasileira neste ano ao incluir em seus cálculos um pequeno efeito positivo da guerra no Oriente Médio, já que o país é exportador líquido de petróleo, segundo relatório publicado hoje. O organismo espera que a economia brasileira cresça 1,9% em 2026, aumento de 0,3 ponto porcentual (pp) em relação à atualização feita em janeiro.

"Espera-se que a guerra tenha um pequeno efeito líquido positivo em 2026, como resultado do País ser um exportador líquido de energia", diz o FMI, ao comentar o ajuste feito na projeção para o PIB do Brasil, no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira, 14, como parte das reuniões de Primavera. O Fundo calcula que o conflito possa impulsionar o crescimento do País em 0,2 pp neste exercício.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

No início do ano, o FMI havia cortado a expectativa para o crescimento do PIB brasileiro em 2026, citando como razões os efeitos negativos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De lá para cá, o republicano sofreu um revés na Suprema Corte, que anulou seu poder de taxar o mundo, e a guerra contra o Irã fez os preços de energia dispararem, beneficiando países exportadores, como o Brasil.

Mas, mesmo com a melhora na projeção do FMI, o País ainda deve desacelerar o ritmo de crescimento neste ano em relação a 2025. Na ocasião, o PIB doméstico teve incremento de 2,3%.

Além disso, o Brasil deve crescer neste ano em ritmo inferior ao previsto para a América Latina e o Caribe e ao projetado para as economias emergentes e em desenvolvimento. Ainda assim, a taxa de expansão deve superar a estimada pelo FMI para países como México, Uruguai e Canadá.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O organismo espera que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) perca o fôlego e fique em 4% neste ano, ante 5% em 2025. Por sua vez, a taxa de desemprego deve piorar, para 6,8%, contra 6% no exercício anterior.

Menos crescimento em 2027

Para 2027, no entanto, o FMI fez o movimento contrário. O organismo cortou em 0,3 pp sua projeção de crescimento para o PIB do Brasil, para 2%, em relação à atualização da estimativa, feita em janeiro último.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com o Fundo, a desaceleração da demanda global, custos mais altos de insumos, incluindo fertilizantes, e condições financeiras mais restritivas são a razão para o ajuste na projeção anterior.

"Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grandes reservas de caixa do governo e uma taxa de câmbio flexível são esperados para ajudar o país a enfrentar o choque", diz o FMI.

O relatório estima que a inflação brasileira seguirá em ritmo de melhora e ficará em 3,4% no próximo ano. A taxa de desemprego, contudo, deve continuar em alta e alcançar 7,4%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV