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FMI: avanço do PIB do Japão deve desacelerar a 0,8% em 2026; inflação converge à meta em 2027

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a economia do Japão tem mostrado "impressionante resiliência" diante de choques globais e deve manter crescimento sólido em 2026, embora em moderação. Segundo comunicado preliminar da missão do Artigo IV, o Produto Interno Bruto (PIB) japonês deve desacelerar a 0,8% neste ano, após alta estimada de 1,1% em 2025, e registrar alta de 0,6% em 2027.

O Fundo afirma que a atividade superou o potencial na primeira metade de 2025, com demanda doméstica firme, apesar das incertezas e das tarifas dos EUA. Para 2026, projeta moderação com enfraquecimento externo, mas vê investimento privado mais forte e consumo apoiado por recuperação gradual dos salários reais, à medida que a inflação arrefece.

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O FMI destaca que o mercado de trabalho japonês segue apertado, com desemprego baixo e alta nominal de salários no ritmo mais intenso em décadas, embora os ganhos reais ainda tenham sido corroídos pela inflação. Reformas para ampliar a mobilidade e fortalecer a barganha dos trabalhadores são consideradas essenciais para sustentar a renda real e o consumo.

A inflação ao consumidor, que superou a meta de 2% do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) por três anos e meio, deve desacelerar de 3,2% em 2025 para 2,1% em 2026 e convergir para a meta em 2027. O núcleo permanece mais persistente do que o previsto anteriormente, refletindo, em parte, uma postura fiscal mais acomodatícia. As projeções do FMI apontam para núcleo do CPI de 3% em 2025, 2,5% em 2026 e 2,1% em 2027.

No campo fiscal, o FMI avalia que a consolidação pós-pandemia foi sustentada por receitas fortes e contenção de gastos, mas recomenda evitar novo afrouxamento no curto prazo, preservando ganhos recentes e reconstruindo colchões fiscais. A dívida bruta segue elevada, embora em trajetória de queda, projetada em 203,1% do PIB em 2026, ante 207% em 2025. Para 2027, a projeção é ainda menor: 199,9%.

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Sobre o câmbio, o FMI reitera apoio ao regime de taxa flexível, que deve continuar ajudando a absorver choques externos e a manter o foco da política monetária na estabilidade de preços. O documento observa que o iene vinha acompanhando o diferencial de juros entre EUA e Japão, mas passou a se descolar dessa dinâmica desde meados de 2025.

O Fundo também considera apropriada a retirada gradual do estímulo monetário pelo BoJ, com a taxa básica caminhando para nível neutro até 2027, em abordagem dependente de dados.

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