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Fluxo de pagamentos relativo a cartões do Will Bank está entrando em normalização, diz Abecs

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O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Giancarlo Greco, indicou hoje que o setor está normalizando o fluxo de pagamentos de recursos retidos após a liquidação do Will Bank. Conforme mostrou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) no mês passado, as operadoras de maquininhas ainda cobram o rapasse de valores referentes a compras feitas em cartões emitidos pelo banco digital, que pertencia ao Banco Master.

Em coletiva de imprensa durante a da 19ª edição do Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP), em São Paulo, Greco admitiu que o processo começou de forma "atabalhoada", em meio a desafios enfrentados pelo liquidante, que já foram solucionados. "O processo todo já está tendo uma normalização", afirmou, sem apresentar detalhes ou prazos para a resolução completa dos problemas. "Entendemos que já há um plano para que esse fluxo já comece a caminhar de forma fluida", acrescentou.

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Em novembro, o Banco Central editou uma norma que reforça o papel da bandeira de cartão como o elo da cadeia responsável pelas regras e gestão de riscos do sistema. Segundo Greco, as bandeiras, que são as instituidoras dos arranjos de pagamento, terão de submeter ao regulador seus regulamentos internos. Para ele, o processo enfrenta o desafio de estar ocorrendo de forma paralela a alguns eventos da indústria.

Sobre a liquidação da EntrePay, alvo de reclamações sobre retenção de recursos, Greco disse que o Banco Central tem trabalhado com "diligência" para resolver a questão.

O vice-presidente executivo da Abecs, Ricardo de Barros Vieira, confirmou que a entidade participou de reuniões com o governo sobre o programa que busca reduzir a pressão de endividamento das famílias e empresas. Segundo ele, a tendência é de que a equipe econômica divulgue essas medidas no final deste mês.

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Para Greco, além de medidas pontuais de repactuação, é importante discutir ajustes estruturais. Segundo ele, a inadimplência do rotativo do cartão de crédito cresceu um pouco recentemente, mas em ritmo mais tímido que o de outros instrumentos. "A representação do rotativo em relação a todas as modalidades de pagamento é menor do que se imagina", comentou.

Em relação às discussões sobre o Open Finance, Barros comentou que o setor encontrou caminhos para viabilizar que operadores de cartões utilizem o sistema. A indústria trabalha em uma solução que permita o uso a partir do Iniciador de Transação de Pagamento (ITP), instituição autorizada pelo Banco Central no que permite iniciar pagamentos (especialmente Pix) diretamente na conta do usuário. "Nos próximos 30 a 60 dias devemos ter uma solução fechada", disse.

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