Fitch Ratings mantém estimativa de crescimento do PIB real do Brasil em 1,9% para 2026
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A Fitch Ratings manteve a estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) real do Brasil deve crescer 1,9% em 2026, moderando em relação aos 2,3% em 2025 e 3,4% em 2024, devido ao efeito defasado da política monetária restritiva, que deve continuar afetando o consumo e o investimento. Contudo, como contraponto, a reforma do imposto de renda (IR) aprovada em 2025 deve ajudar o consumo, pois diminui os impostos para famílias de baixa renda com maior propensão a consumo.
A redução nas tarifas dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras após decisão da Suprema Corte também deve proporcionar alívio, embora o País continue como uma economia relativamente fechada.
Para 2027, a estimativa é de crescimento de 1,8%, dado o impulso fiscal e parafiscal projetado mais baixo.
Inflação
Já para a inflação, a estimativa é de moderação para 4% até o final de 2026 e 3,8% até o final de 2027, ainda acima da meta de 3% do Banco Central, diz a Fitch em relatório de perspectiva econômica global divulgado nesta quarta-feira.
Em 2025, a inflação caiu para 4,3% após pico de 5,5% em abril de 2025, na esteira da política monetária restritiva prolongada e desaceleração da economia, apesar de a inflação de serviços permanecer alta com a rigidez do mercado de trabalho.
Selic
A Fitch também espera que o BC comece o ciclo de afrouxamento na reunião deste mês, por conta da inflação mais baixa e expectativas inflacionárias melhores. Ainda assim, avalia que a autoridade permanecerá cautelosa por conta da rigidez do mercado de trabalho, riscos geopolíticos e incertezas domésticas antes das eleições presidenciais.
A agência de classificação de risco considera que taxa Selic deve ceder de 15% ao ano para 12% até o fim de 2026, com cortes adicionais em 2027 até 10,50%.
Câmbio
Após apreciação do real em 2025 com a fraqueza do dólar norte-americano e o diferencial de juros alto em relação aos Fed funds, a Fitch pondera que o real deve perder terreno gradualmente ao longo desde ano, encerrando 2026 em R$ 5,50 por dólar.
A análise enfatiza incertezas com as eleições de outubro, especialmente relacionadas à questão fiscal, enquanto a política monetária mais frouxa também dará menos suporte para a moeda.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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