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Fim da escala 6x1: governo envia projeto e outros dois já tramitam na Câmara; veja diferenças

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A discussão sobre o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso) reúne atualmente três propostas no Congresso Nacional, com formatos e ritmos de tramitação diferentes. Duas delas são propostas de emenda à Constituição (PECs) já em análise na Câmara dos Deputados, enquanto a terceira é um projeto de lei protocolado pelo governo em regime de urgência constitucional.

O projeto do governo, enviado na terça-feira, 14, altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e propõe:

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reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial;

estabelece uma jornada de trabalho de oito horas diárias e dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas cada.

Segundo o texto, os repousos semanais remunerados "deverão coincidir, preferencialmente, com o sábado e o domingo, ressalvadas quanto à escolha dos dias as peculiaridades de cada atividade ou negociação coletiva de trabalho".

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A medida vale tanto para contratos em vigor como contratos futuros. A proibição da redução salarial se aplica a todos os regimes, incluindo trabalho em regime integral, parcial e regimes especiais.

O fim da escala 6x1 é bandeira eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em publicação no X, o presidente declarou que a medida devolve tempo aos trabalhadores e significa um passo para um país mais justo.

Qual o próximo passo?

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Protocolado em regime de urgência constitucional, o projeto do governo precisa ser analisado pela Câmara e pelo Senado em até 45 dias. Caso contrário, a pauta legislativa fica travada até a votação da proposta com exceção das que tenham prazo constitucional determinado.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira, que não há acordo sobre a data de votação do projeto de lei enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional sobre o fim da escala 6x1.

"Eu não tenho nenhuma combinação nesse sentido, com data de votar projeto ou não votar. É um direito do presidente de mandar o projeto, e é um direito da Casa analisar no momento que acha que deve analisar. O que eu alertei é que nós já tínhamos uma tramitação acontecendo na Casa", declarou Motta.

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Quais as outras duas propostas?

Além do texto do Executivo, há duas PECs em tramitação na Câmara que também tratam do tema.

A primeira foi apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e prevê "duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho". Segundo o texto, a nova regra entra em vigor 10 anos após a data da publicação da emenda constitucional;

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A segunda PEC, apresentada em 2026 pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), também prevê um teto de oito horas diárias e 36 semanais, mas com diferenças. O dispositivo adiciona "jornada de trabalho de quatro dias por semana", o que transformaria a escala 6x1 em escala 4x3. Além disso, o texto define que a emenda constitucional entra em vigor um ano após a data da publicação.

As duas propostas estão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que adiou nesta quarta-feira, 15, a votação do relatório favorável do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA). O parecer de Azi não trata do mérito das PECs, ou seja, dos conteúdos propostos, mas sim da admissibilidade constitucional.

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