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Faturamento dos shoppings cresce 1,2% em 2025 para R$ 200,9 bi, diz Abrasce

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O faturamento dos shoppings centers no Brasil cresceu 1,2% em 2025 em comparação a 2024, totalizando R$ 200,9 bilhões. O resultado ficou um pouco abaixo do crescimento inicialmente previsto para este ano, que era de 1,6%. O dado também foi inferior ao resultado de 2024, ano em que houve elevação de 1,9% nas vendas do setor. Ainda assim, o volume de vendas dos shoppings em 2025 foi o maior já registrado.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 4, pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), e são nominais, isto é, não descontam a inflação.

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O presidente da entidade, Glauco Humai, considerou o desempenho de 2025 positivo. "As vendas ficaram muito próximas do que esperávamos para este ano. O crescimento de 1,6% foi importante, ainda mais se comparado com outros setores, como a indústria, com resultados abaixo. Então, estamos satisfeitos", afirmou Humai, durante entrevista coletiva à imprensa.

A taxa de ocupação média dos shoppings foi de 95,4%, um nível saudável e baixo, avaliou Humai, que vê uma boa demanda de lojistas por espaços nos centros de compra. "O que temos hoje é uma vacância técnica. Se o shopping estiver 100% ocupado, não cabem novas lojas, nem chegadas de marcas", ponderou.

O setor encerrou o ano de 2025 com 658 shoppings em atividade, distribuídos por 253 cidades no Brasil. No último ano ocorreram 10 inaugurações. A área bruta locável (ABL) dos shoppings aumentou 0,9% no mesmo período, chegando a 18,3 milhões de metros quadrados. Para este ano, estão previstas 11 inaugurações, segundo a Abrasce.

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O número total de lojas no setor aumentou 1,2%, totalizando 124,7 mil em 2025. A taxa de inadimplência dos lojistas foi a 4,3%, a menor da história, segundo a Abrasce, o que mostra uma situação saudável dos comerciantes, na visão de Humai. A quantidade de pessoas empregadas no setor subiu 0,9% no ano, resultando em 1,082 milhões de empregados.

Por sua vez, o fluxo de visitantes mensais nos shoppings apresentou um recuo de 1% em 2025, atingindo 471 milhões de visitantes. O tempo médio de permanência dos visitantes nos shoppings subiu para 80 minutos, um recorde. A média dos últimos anos estava próxima de 73 minutos, enquanto na pandemia ficou abaixo de 30 minutos. E o valor médio gasto pelos consumidores cresceu de R$ 121 em 2024 para R$ 126 em 2025, alta de 4%.

A explicação para isso tem relação com o fato de que os shoppings se tornaram um point de compras, alimentação, lazer, serviços (academia, clínicas, estética etc) e um maior número de eventos, segundo Humai.

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Projeções

O faturamento dos shoppings em 2026 deve aumentar 1,4%, atingindo R$ 203,7 bilhões, de acordo com projeção da Abrasce. "Estamos animados, confiantes, mas com cautela para 2026", comentou Glauco Humai, durante a entrevista coletiva à imprensa.

Pelo lado positivo, Humai citou o cenário macroeconômico, marcado pela geração de empregos, aumento da massa salarial e, principalmente, pela tendência de queda dos juros - o que tende a impulsionar o consumo nos shoppings e os investimentos em novas lojas.

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O presidente da Abrasce afirmou ainda que o setor tende a se beneficiar do aumento da isenção do imposto de renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil, o que acaba de entrar em vigor. "Isso vai gerar uma sobra de bilhões de reais no orçamento das famílias, e uma parte disso deve ir para o varejo", estimou o presidente da Abrasce.

Neste ano, a Copa do Mundo também deve contribuir positivamente, incentivando as vendas de materiais esportivos e eletrônicos, como televisão. O horário dos jogos - que serão no começo da noite - também deve ajudar. "As pessoas saem do trabalho e podem ir ver o jogo nos shoppings, ficando ali depois. Se fosse no meio da manhã ou da tarde isso seria mais difícil", comentou.

Segundo o presidente da Abrasce, os pontos que exigem cautela são o cenário eleitoral no Brasil e os conflitos internacionais. "O rumo das eleições provoca muita instabilidade e dúvida por aqui. E no cenário internacional, os EUA estão colocando pressão em muitos países. Tem muita bravata, mas de todo modo, isso causa muita insegurança entre investidores, cadeias produtivas e empresas", disse Humai.

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