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Exportação do agronegócio alcança recorde de US$ 38,1 bilhões no 1º trimestre

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As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 38,1 bilhões no primeiro trimestre do ano, informou o Ministério da Agricultura, em nota. O valor é recorde para o período, segundo o ministério. O valor é 0,9% superior ao obtido nos primeiros três meses do ano anterior, o equivalente a uma alta de US$ 342 milhões ante os US$ 37,74 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2025. O setor representou 46,3% dos embarques totais do País nos primeiros três meses do ano, em comparação com 49,1% de 2025.

O resultado do setor, segundo a pasta, foi impulsionado pelo aumento de 3,8% no volume de produtos comercializados no exterior, que compensou a queda de 2,8% dos preços médios dos produtos exportados.

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"Entre os fatores associados ao recuo está a redução do preço médio das cotações de algumas commodities da pauta exportadora, como açúcar de cana em bruto, algodão não cardado nem penteado, milho e farelo de soja", justificou a pasta, em nota técnica.

Na análise do ministério, o desempenho das exportações do setor no primeiro trimestre reflete a abertura de mercados para produtos do agronegócio nacional. Entre janeiro e março deste ano, foram 30 novos mercados abertos para produtos do agronegócio brasileiro, ressaltou a pasta. "O resultado do trimestre reflete a competitividade do agro brasileiro, mas também um trabalho permanente de abertura e ampliação de mercado. É esse esforço que permite consolidar destinos já relevantes, ampliar o espaço de produtos brasileiros no exterior e dar mais previsibilidade ao comércio internacional do agro", disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luis Rua, na nota.

Os seis principais setores exportadores no primeiro trimestre deste ano foram complexo soja, com US$ 12,13 bilhões, 31,8% do total exportado pelo setor; carnes, com US$ 8,12 bilhões; produtos florestais, com US$ 3,94 bilhões; café, com US$ 3,32 bilhões; complexo sucroalcooleiro, com US$ 2,33 bilhões; cereais, farinhas e preparações, com US$ 2,08 bilhões. Juntos, estes setores responderam por 83,8% do total exportado pelo agronegócio no primeiro trimestre deste ano. No período, houve recorde nas exportações de carne bovina e carne suína em valor e quantidade comercializados ao exterior.

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Entre os destinos, a China se manteve como a principal importadora de produtos do agronegócio brasileiro nos primeiros três meses deste ano, com US$ 11,33 bilhões comercializados ao país asiático, 29,8% das exportações do setor, 4,7% mais que em 2025. Na sequência, está a União Europeia, com US$ 5,67 bilhões exportados, 14,9% do total, 0,1% menos que em 2025, e Estados Unidos, com US$ 2,24 bilhões, 5,9% do total e 31,2% menos que no primeiro trimestre do ano anterior. Ao longo do último mês, cresceram as exportações de produtos agropecuários brasileiros para Índia, Filipinas, México, Tailândia, Japão, Chile e Turquia ressaltou o ministério.

No primeiro trimestre deste ano, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 5,014 bilhões, queda de 3,3% frente aos três primeiros meses de 2025. Em contrapartida, houve aumento de 23,9% nas importações de fertilizantes, para US$ 3,06 bilhões no primeiro trimestre deste ano, enquanto as compras de defensivos recuaram 11,5%, para US$ 891,4 milhões no acumulado dos três primeiros meses do ano.

O saldo da balança comercial do setor no período foi de superávit de US$ 33,073 bilhões, acima dos US$ 32,562 bilhões de igual período de 2025. "O agro brasileiro ocupa hoje uma posição de destaque no comércio internacional porque há produção, há ciência, há sanidade e há capacidade de responder às demandas dos mercados. Quero reafirmar que, na nossa gestão, vamos seguir trabalhando para fortalecer essa base e ampliar as oportunidades para os produtos brasileiros no exterior", disse o ministro André de Paula, na nota.

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