Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Escalada do petróleo por tensão geopolítica e IPCA alto derrubam o Ibovespa

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A escalada das tensões geopolíticas joga o Ibovespa para baixo no início do pregão desta quinta-feira, 12, acompanhando a desvalorização das bolsas internacionais. O petróleo volta a subir de forma expressiva, mesmo após a liberação recorde de reservas emergenciais da commodity pela Agência Internacional de Energia. Além disso, ficam no foco balanços como Magazine Luiza, CSN, entre outros.

Paralelamente, a alta de 0,70% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, perto do teto das projeções (0,72%), após 0,33% em janeiro, eleva a cautela nos mercados, em meio a expectativas de pressões futuras na inflação devido ao conflito no Oriente Médio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Enquanto não houve uma definição sobre os conflitos, os mercados devem operar reagindo a notícias mínimas, ficam nesse vai-não-vai. Para além das incertezas com a guerra, tem o IPCA acima do esperado mediana em 0,63%, o que deve limitar o campo de atuação do Banco Central", avalia Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Fica a expectativa pelo anúncio, pelo governo, hoje, de medidas para reduzir o impacto da oscilação do preço internacional do petróleo sobre o diesel no Brasil. "O Ibovespa pode até aprofundar perdas a depender do que vier, se vier alguma isenção de imposto", diz Spiess, no sentido de que poderia pressionar as contas públicas.

Durante a madrugada, o petróleo Brent alcançou US$ 101,59 o barril, após o Irã intensificar ataques contra infraestruturas petrolíferas e energéticas dos países do Golfo Pérsico em meio à guerra que trava com os Estados Unidos e Israel.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A commodity sobe ainda em reação à decisão da Agência Internacional de Energia (AIE), de cortar significativamente suas previsões de alta para a demanda e oferta do petróleo este ano, em meio aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Às 9h23, o barril do petróleo Brent subia cerca de 7,0%, a US$ 98,35.

Apesar da aceleração do IPCA em fevereiro ante janeiro, quando subiu 0,33%, no acumulado em 12 meses arrefeceu a 3,81% até fevereiro, ante 4,44% até janeiro. Ainda assim, gera incertezas em agentes e investidores, dado que não captou eventuais efeitos da guerra no Oriente Médio.

"O IPCA está dentro do previsto, com ponto de atenção ao petróleo que segue tendo pressões de alta, e que pode afetar futuramente a inflação. Po isso a cautela do Banco Central em baixar a Selic", afirma Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desta forma, eleva incertezas sobre o tamanho do corte esperado na Selic no Comitê de Política Monetária (Copom) na semana que vem. Na curva futura, a expectativa é de redução de 0,25 ponto porcentual, com a taxa indo a 14,75% ao ano.

Marcus Novais, sócio-fundador da Private Investimentos, reforça que o IPCA de fevereiro não está refletindo o choque de petróleo. "Certamente isso será acompanhado nos próximos dias e nas próximas prévias e resultados, o que pode alterar a visão de médio e longo prazo da inflação, apesar da leitura positiva do IPCA em 12 meses", analisa.

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 0,28%, aos 183.969,35 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Às 11h23 desta quinta-feira, caía 2,33%, aos 179.791,80 pontos, ante recuo de 2,56%, na mínima em 179.263,64 pontos, após subir 0,01%, na máxima em 183.991,88 pontos.

Em Nova York, o recuo era menos intenso, de até -1,36% (Nasdaq). "Aqui subiu muito. Começa a acender a luz amarela. Nem a alta do petróleo anima as ações da Petrobras", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Warren Rena DTVN. As ações da estatal reduziam o ritmo de valorização de mais de 1% para 0,71% (PN) e 0,82% (ON), com o petróleo subindo mais de 9%. Além das altas nas ações da estatal, outras cinco subiam, de um total de 85 da carteira teórica.

Apesar do minério de ferro, que fechou com valorização de 1,34%, Vale caía 2,39%, contaminando todo o setor metálico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline