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Dólar supera R$ 5,30 com guerra no radar e fecha no maior nível desde janeiro

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O dólar acelerou bastante os ganhos no mercado doméstico ao longo da tarde, em sintonia com o comportamento global da divisa, em meio a um aumento da aversão ao risco no exterior. Declarações duras do presidente Donald Trump e a escalada da guerra no Oriente Médio, com ataques israelenses ao Irã, ensejaram nova rodada de alta do petróleo e a busca por refúgio na moeda americana na véspera do fim de semana.

Com máxima a R$ 5,3253, o dólar à vista encerrou esta sexta-feira, 13, em alta de 1,41%, a R$ 5,3163 - maior valor de fechamento desde 21 de janeiro (R$ 5,3208). A divisa termina a semana com avanço de 1,38%, o que levou a valorização em março a 3,55%, após queda de 2,16% em fevereiro. No ano, as perdas do dólar em relação ao real, que já foram superiores a 6%, são agora de 3,15%.

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Em entrevista à FoxNews Radio, Trump prometeu atacar o Irã "com muita força" na própria semana, o que aumentou o temores de um conflito ainda mais destrutivo e duradouro, com impactos persistentes nos preços de energia. As cotações do petróleo voltaram a subir, embora de forma mais comedida. O contrato do Brent para maio avançou 2,67% e fechou a US$ 103,14 o barril, encerrando a semana com ganhos de 11%. A commodity acumula valorização superior a 40% em março e de cerca de 70% no ano.

O real amargou o pior desempenho entre as divisas emergentes mais líquidas. Operadores afirmam que houve uma quebra da dinâmica favorável à moeda brasileira, que sofria menos do que seus pares até meados da semana, em razão de o Brasil ser exportador líquido de petróleo. Parte desse movimento pode ser atribuída ao fluxo de saída mais forte ou à realização de lucros, já que a moeda brasileira acumulou ganhos expressivos nos dois primeiros meses do ano.

O chefe da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, observa que o real andou praticamente em linha com o dólar australiano. Trata-se das duas moedas com melhor desempenho no ano entre as principais divisas emergente e de países exportadores de commodities.

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"Acredito que tenha ocorrido uma saída expressiva no segmento spot. Saíram lotes muito grandes no mercado interbancário. Até por isso o Banco Central fez um leilão casado hoje", afirma Weigt, acrescentando que o cupom cambial (que reflete o juro em dólar) mais curto estava pressionado antes da atuação do BC.

Pela manhã, em uma operação conhecida o mercado como "casadão", o Banco Central vendeu US$ 1 bilhão no mercado spot e 20 mil contratos (US$ 1 bilhão) de swaps cambiais reversos, que equivalem a compra de dólar futuro. Operadores afirma que havia sinais de menor liquidez no dólar à vista, com pressão no cupom cambial de curto prazo e na taxa do chamado casado, que reflete a diferença entre dólar futuro e spot.

"Foram aceitas sete propostas no leilão. Isso indica que não foi algo direcionado. A saída grande de dólar hoje resultou de uma compra efetiva de moeda", afirma Weigt, lembrando que o fluxo cambial foi bastante negativo na primeira semana de março.

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Referência do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY superou a linha dos 100,000 pontos no fechamento pela primeira vez desde novembro de 2025 e no maior nível desde maio do ano passado. No fim do dia, subia cerca de 0,70% ao redor dos 100,500 pontos. O Dollar Index termina a semana com ganho superior 1,60% e já avança quase 3% no mês.

As taxas dos Treasuries de 10 e 30 anos apresentaram alta moderada. Com a escalada do petróleo e sinais divergentes da inflação ao consumidor, monitoramento do CME Group mostra que as apostas para a retomada de cortes pelos Federal Reserve, que tem encontro de política monetária na próxima quarta-feira, 18, passaram a ser dividir entre setembro e outubro.

O especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad, afirma que a alta do DXY reflete tanto busca por segurança quanto um ajuste de expectativas para os juros nos EUA, diante das pressões inflacionárias provocadas pela alta do petróleo.

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"os investidores passaram a reduzir as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve, com a expectativa atual apontando para cerca de 18 pontos-base de redução em 2026, bem abaixo dos quase 40 pontos-base precificados há apenas uma semana", afirma Shahini.

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