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Dólar sobe com persistente aversão a risco externo por ameaças de Trump

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O dólar opera em alta desde a abertura dos negócios desta terça-feira, 20, com a aversão ao risco externo. A divisa americana renovou a máxima intradia, cotada a R$ 5,3976 (+0,62%) no mercado à vista por volta das 9h40. O ajuste acompanha a valorização externa da divisa americana frente os principais pares emergentes do real ligados a commodities.

Os juros futuros também avançam, enquanto o Ibovespa futuro recua, após o presidente Donald Trump (EUA) anunciar tarifas de 10% sobre importações europeias a partir de fevereiro, com alta para 25% em junho, a fim de pressionar a Dinamarca a vender a Groenlândia aos EUA. A União Europeia prepara possíveis retaliações.

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Lá fora, o movimento "Venda América" prossegue em mais um dia de agenda esvaziada e o dólar volta a recuar frente seus pares desenvolvidos. Donald Trump reiterou sua posição de que a Groenlândia é fundamental para a segurança dos EUA e do Ártico. Na madrugada desta terça-feira, Trump disse que concordou em participar de uma reunião com líderes europeus em Davos, na Suíça. Ele também discursa amanhã no Fórum Econômico Mundial.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a UE está plenamente comprometida com a segurança do Ártico e prepara estratégia própria para a região. Ela classificou como erro a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas a países europeus por causa da Groenlândia, dizendo que a resposta será estratégica e proporcional. Von der Leyen defendeu ainda maior investimento europeu na Groenlândia e o direito da ilha e da Dinamarca de decidir seu futuro.

Autoridades da Dinamarca decidiram não participar do fórum de Davos nesta semana em meio à intensificação da disputa envolvendo a Groenlândia.

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Na manhã desta terça, Trump publicou uma imagem editada com a bandeira americana sobre EUA, Canadá, Groenlândia, Cuba e Venezuela, ampliando ruídos diplomáticos em meio a tensões geopolíticas elevadas.

O presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, afirmou que a reação dos mercados às tensões sobre a Groenlândia foi contida, apesar do risco de guerra comercial entre EUA e Europa, e que os formuladores de política devem acompanhar de perto os desdobramentos.

Também em Davos, o vice-premiê chinês He Lifeng disse que tarifas não beneficiam ninguém e que o desenvolvimento da China é uma oportunidade, não uma ameaça. Ele defendeu o multilateralismo, o diálogo para resolver divergências e disse que China e EUA ganham com cooperação e perdem com confronto.

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O mercado acompanha ainda o possível julgamento da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das tarifas, enquanto o governo sinaliza que substituirá rapidamente qualquer tributo que venha a ser derrubado

Sobre a sucessão no Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse em Davos que Donald Trump pode escolher o próximo presidente do Fed já na próxima semana, com quatro candidatos na disputa.

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