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Dólar sobe a R$ 5,25 com guerra no Oriente Médio no radar

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O dólar à vista encerrou a sessão desta terça-feira, 24, em alta de 0,28%, a R$ 5,2553, após ter registrado máxima de R$ 5,2796 pela manhã. Mais uma vez, o comportamento da taxa de câmbio foi ditado pelo ambiente global, marcado por nova rodada de valorização da moeda americana em meio ao aumento de prêmios de risco associados à guerra no Oriente Médio. Com o mercado à vista já fechado, o dólar futuro para abril passou a operar em queda com relatos da mídia israelense sobre confecção de proposta de cessar-fogo por parte dos EUA.

Na segunda-feira, houve alívio com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de postergar por cinco dias ataques à infraestrutura energética do Irã em razão de supostas negociações de paz, negadas por autoridades iranianas. Nesta terça, investidores recompuseram posições defensivas em meio ao vaivém de informações sobre a guerra. As cotações do petróleo subiram mais de 4%, com o contrato do Brent para junho novamente acima da marca de US$ 100 o barril.

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"As incertezas em relação à guerra continuam muito elevadas, o que provoca alta do petróleo e fortalece o dólar. Parece que o mercado está com um pé atrás com o discurso de Trump, já que o Irã negou qualquer tentativa para um acordo", afirma operador sênior Fernando César, da corretora AGK.

O pico do estresse ocorreu pela manhã com as notícias de ataques iranianos a países do Golfo Pérsico aliados aos EUA. O porta-voz do alto comando militar iraniano, major-general Ali Abdollahi Aliabadi, afirmou que as Forças Armadas do país lutarão "até a vitória completa". Segundo informações do Financial Times, o Irã vai permitir o trânsito de "embarcações não hostis" pelo Estreito de Ormuz em "coordenação com autoridades iranianas".

À tarde, Trump voltou a jogar na mesa a carta das negociações ao dizer que Teerã concordou em renunciar à pretensão de possuir armas nucleares. Figuras de destaque da administração Trump, como o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente JD Vance, estariam envolvidos nas tratativas dos iranianos, segundo Trump.

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O diretor de Pesquisa Econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira, ressalta que o real, apesar da depreciação em março, apresentava até a segunda-feira o melhor desempenho entre as principais divisas globais, seguido por dólar australiano, peso argentino e coroa norueguesa. "São moedas de economias exportadoras de commodities ou beneficiadas por diferencial de juros elevados", afirma Oliveira.

Divulgada pela manhã, a ata do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada, quando a taxa Selic foi reduzida de 15% para 14,75%, reforçou a perspectiva de que o BC vai prosseguir na "calibração" da política monetária. Casas como BTG Pactual e Goldman Sachs avaliam que o comitê deixou a porta aberta para corte de 0,25 ponto ou 0,50 ponto da Selic em abril.

À tarde, o Banco Central surpreendeu ao anunciar um leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) no valor de US$ 1 bilhão não atrelado a rolagem de posições - ou seja, uma injeção de recursos novos no mercado. Profissionais nas mesas de câmbio observam que nos últimos dias houve uma piora do chamado dólar casado (diferença entre o dólar futuro e à vista), o que sugere um aumento de saída de recursos do país.

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O chefe da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, afirma que o BC atuou de forma preventiva diante do fluxo cambial negativo. "O mercado não está disfuncional. O BC apenas está provendo liquidez para uma possível falta de dólares", afirma o tesoureiro.

Na segunda-feira, o BC vendeu US$ 1,8 bilhão em leilão de linha para rolagem do vencimento de 2 de abril. A oferta total foi de US$ 2 bilhões. Em geral, o BC costuma anunciar leilões no início da noite, quando o mercado cambial já está fechado, mas já interveio outras vezes ao longo do pregão.

Weigt destaca que, apesar da alta de mais de 2% do dólar frente ao real em março, a taxa de câmbio está comportada, mantendo-se em um intervalo entre R$ 5,15 e R$ 5,35 ao longo do mês. "Nesse período, o real está à frente do peso mexicano e se valorizou mais que o rand sul-africano. O 'carrego' tem ajudado bastante", afirma.

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