Dólar recua com alívio em petróleo e esforços para liberar Estreito de Ormuz
Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline
O dólar recua perto de 1% ante o real na manhã desta segunda-feira (16) e favorece alívio à curva de juros futuros, além do recuo dos rendimentos dos Treasuries em meio à mobilização do presidente dos EUA, Donald Trump, em busca de apoio da União Europeia e China para garantir a passagem de embarcações no Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã em retaliação aos ataques dos EUA e Israel, que começaram no dia 28 de fevereiro.
O petróleo exibe queda de mais de 2% no barril do WTI e viés de baixa no Brent, ainda acima de R$ 102 por volta das 9h30. O IBC-Br de janeiro praticamente em linha com o esperado fica em segundo plano.
O IBC-Br cresceu 0,78% em janeiro ante dezembro, em linha com o esperado pelo mercado (0,80%), após queda de 0,15% no mês anterior. O avanço foi puxado por serviços (+0,81%) e indústria (+0,37%), enquanto a agropecuária recuou 1,49%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 2,26%, desacelerando frente a 2025.
A mediana do relatório Focus para a inflação suavizada nos próximos 12 meses subiu de 3,94% para 3,99%, ante 3,95% há um mês. A mediana para o IPCA de 2026 subiu de 3,91% para 4,10%, 0,40 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%; e para IPCA de 2027 ficou estável em 3,80%, igual há um mês.
No Focus, os economistas do mercado financeiro passaram a esperar que o Banco Central diminua a taxa Selic em apenas 0,25 ponto porcentual, a 14,75%, na próxima quarta-feira. É a primeira vez desde o início de dezembro de 2025 que a mediana do Sistema Expectativas de Mercado, que embasa o relatório Focus, deixa de indicar um corte de 0,50 ponto.
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal da FGV acelerou a 0,26% na segunda quadrissemana de março, após subir 0,04% na primeira quadrissemana, e acumula alta de 3,04% nos últimos 12 meses.
Lá fora, a União Europeia discute hoje enviar navios para garantir o transporte no Estreito de Ormuz, diante da guerra entre EUA, Israel e Irã, que já elevou o petróleo Brent em mais de 40% em março .
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, minimizou impactos da guerra, afirmando que a mídia está querendo transformar a guerra deflagrada pelos EUA e Israel "em uma crise que não existe".
A OCDE informou que o PIB do G20 cresceu 0,7% no 4º tri de 2025, desacelerando ante 0,9% no trimestre anterior, com forte perda de ritmo nos EUA.
Relatório do Banco de Compensações Internacionais (BIS) mostra que a dívida internacional emitida por empresas afiliadas fora do país de origem chegou a US$ 11 trilhões no 3º tri de 2025, alta de 40%. Nos emergentes, o avanço foi impulsionado por Brasil, Rússia e China.
Últimas em Economia
Mais lidas no TNOnline
Últimas do TNOnline