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Dólar fecha dia em queda de 0,97% e volta a R$ 5,42 com Powell, mas sobe 0,52% na semana

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O dólar passou a tarde em queda de cerca de 1% e encerrou esta sexta-feira, 22, em baixa firme, na casa de R$ 5,42, em sintonia com o movimento da moeda americana no exterior.

O tom das negociações veio do sinal do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, de que o início de um ciclo de corte de juros nos Estados Unidos (EUA) é iminente.

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Em discurso no tradicional Simpósio de Jackson Hole, Powell demonstrou mais preocupação com o enfraquecimento do mercado de trabalho do que com eventual repique da inflação provocado pelo tarifaço de Donald Trump.

Foi o estopim para um movimento global de apetite ao risco. Investidores venderam dólares e correram para bolsas e outras divisas, de emergentes e de países desenvolvidos.

Embora seja visto como "queridinho" nas operações de carry trade, o real teve desempenho inferior a dois de seus principais pares, o rand sul-africano e o peso colombiano.

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Com mínima de R$ 5,4124 e máxima de R$ 5,4767, o dólar à vista terminou a sessão em queda de 0,97%, a R$ 5,4258, bem distante dos R$ 5,50 do fechamento da última terça-feira, 19 - auge das tensões políticas entre Brasil e EUA, com as sanções americanas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar do recuo desta sexta, o dólar encerra a semana em alta moderada, de 0,52%, justamente por conta da disparada no dia 19. As perdas em agosto voltaram a superar 3%, o que eleva a desvalorização no ano a 12,21%.

"O discurso de Powell foi surpreendente. Ele literalmente reconheceu que o risco maior é de piora do mercado de trabalho do que de inflação", afirma o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala. "A indicação clara é a que o Fed vai entrar em um ciclo de corte de juros. Isso bate no Brasil e aprecia o real".

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Para Gala, a dúvida agora passa a ser sobre se o primeiro corte, já em setembro, será de 25 pontos-base ou de 50 pontos. Ele destaca que, antes do próximo encontro de política monetária do Fed, nos dias 16 e 17 de setembro, será divulgado o relatório de emprego (payroll) de agosto.

"Nos últimos três meses, a criação média de vagas foi de apenas 30 mil, contra quase 100 mil no ano passado, uma desaceleração significativa", afirma o economista-chefe do Master.

Para a estrategista-chefe da Principal Asset Management, Seema Shah, o discurso de Powell foi claramente "dovish", mas não justifica um corte de 50 pontos-base em setembro.

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"Se o Fed optar por tal medida, os mercados podem interpretar como um sinal de influência política, minando as próprias condições que têm sustentando os ativos de risco", afirma a estrategista da Principal.

O Banco Central norte-americano está sob ataque cerrado do presidente dos EUA, Donald Trump, que defende uma queda mais acelerada dos juros. Trump disse nesta sexta que vai demitir a diretora do Fed Lisa Cook, acusada de fraude hipotecária, caso ela não renuncie.

Termômetro do comportamento da moeda americana ante uma cesta de seis divisas fortes, o Índice Dólar (DXY) recuou quase 1% e passou a mostrar ligeira baixa na semana. No mês, acumula queda superior a 2%.

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Ferramenta de monitoramento do CME Group mostra que as chances de redução dos juros em 25 pontos-base em setembro nos EUA, que na quinta-feira estavam pouco acima de 70%, voltaram a superar 90%. A expectativa majoritária é de corte acumulado de 50 pontos-base neste ano.

A Capital Economics avalia que o dólar devolveu os ganhos do início da semana após a fala de Powell, que "consolidou as expectativas de corte de juros em setembro". A consultoria mantém a aposta em redução de 50 pontos-base na taxa básica americana ainda neste ano e mais 50 pontos no ano que vem.

"Dado o nível de cortes do Fed já descontados nos mercados monetários, o dólar tem mais chances de se estabilizar nos próximos meses do que cair drasticamente", afirma a Capital Economics, ao destacar que os esforços de Trump para exercer controle sobre o Fed representam um "potencial ponto de tensão".

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