Dólar encerra estável e Bolsa recua com incertezas sobre acordo entre EUA e Irã
Moeda americana chegou a superar os R$ 5 durante o pregão, mas perdeu fôlego e fechou cotada a R$ 4,99.
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O mercado financeiro brasileiro operou sob cautela nesta quinta-feira (16), reagindo às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã. O dólar encerrou o dia em estabilidade, cotado a R$ 4,992, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, registrou queda de 0,46%, fechando aos 196.818 pontos. O recuo da Bolsa ocorreu a despeito da valorização das ações da Petrobras.
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A oscilação reflete o ceticismo dos investidores quanto à proximidade de um desfecho diplomático no Oriente Médio. Trump afirmou que um acordo está perto de ser selado e que o Irã teria concordado em entregar seu estoque de urânio enriquecido. Entretanto, a ausência de uma confirmação oficial por parte das autoridades iranianas gerou um clima de "compasso de espera" no setor financeiro. O presidente americano também mencionou a possibilidade de um encontro bilateral já neste final de semana e anunciou uma trégua de dez dias entre Líbano e Israel.
Ao longo do dia, a aversão ao risco levou o dólar a romper a barreira psicológica dos R$ 5, atingindo a máxima de R$ 5,014. No entanto, o movimento perdeu força antes do fechamento. Analistas de mercado apontam que a incerteza sobre a extensão do cessar-fogo temporário, previsto para expirar no dia 22 de abril, mantém os ativos de países emergentes, como o Brasil, em uma zona de volatilidade.
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O cenário geopolítico tem sido o motor das variações econômicas nesta semana. Embora o Brasil tenha se beneficiado recentemente pelo diferencial de juros e pelo distanciamento geográfico do conflito, o fluxo de investimento estrangeiro segue sensível aos desdobramentos da guerra. O otimismo gerado pela trégua na última sexta-feira (10) e na segunda-feira (13) deu lugar a um comportamento mais defensivo por parte dos investidores nesta sessão.