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Dólar abre com queda de 0,08%, a R$ 5,3614, em linha com mercado global

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Com uma agenda doméstica mais esvaziada nesta segunda-feira, 12, o dólar à vista abriu em leve queda de 0,08%, a R$ 5,3614, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior e o desempenho positivo da maioria das divisas emergentes, em um ambiente ainda marcado por cautela externa.

Na sexta-feira, 9, o dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 0,43%, a R$ 5,3658. Com isso, a moeda terminou a semana com perdas acumuladas de 1,10% e já registra desvalorização de 2,24% em janeiro, após ter avançado 2,89% em dezembro. No acumulado de 2025, o dólar recua 11,18% frente ao real.

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Apesar da queda da moeda americana, o mercado segue atento aos desdobramentos institucionais nos Estados Unidos, após notícias envolvendo pressões do governo do presidente Donald Trump sobre o Federal Reserve (Fed) reacenderem o debate sobre a autonomia da autoridade monetária.

Tensões geopolíticas seguem no radar com o Irã elevando o tom contra os EUA e Israel em meio à escalada de protestos nacionais. Além disso, líderes dos cinco partidos da Groenlândia emitiram um comunicado reafirmando a soberania da ilha, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Reuters que sanções adicionais à Venezuela poderiam ser suspensas já nesta semana para facilitar as vendas de petróleo.

No Brasil, investidores monitoram o noticiário doméstico, após auditores do Tribunal de Contas da União apontarem que o Banco Central do Brasil agiu corretamente na liquidação extrajudicial do Banco Master, o que ajuda a reduzir parte do prêmio de risco institucional observado nas últimas semanas.

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Já a agenda local desta segunda-feira é esvaziada, com destaque para o Boletim Focus e o IGP-M do primeiro decêndio de janeiro, enquanto os investidores já se posicionam para uma semana carregada de indicadores aqui e no exterior, incluindo a Pesquisa Mensal de Serviços (terça-feira), e as vendas no varejo (quinta-feira) no Brasil, e, no exterior, CPI dos Estados Unidos, além do Livro Bege do Fed e dados de atividade da China.

Mais cedo, o Banco Central divulgou o boletim Focus que mostrou que a mediana das expectativa do mercado para a inflação em 2026 passou de 4,06% para 4,05%, abaixo do teto da meta (4,5%). A previsão para a taxa de juros, a Selic, para o final deste ano, seguiu em 12,25%. E a estimativa para o dólar em dezembro continuou em R$ 5,50.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou também que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,28% na primeira prévia de janeiro, acelerando em relação à variação de 0,15% registrada em igual leitura de dezembro.

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