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Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

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O dólar à vista abriu esta quarta-feira, 14, em ligeira queda de 0,08%, negociado a R$ 5,3715, influenciado principalmente pelo desempenho da moeda americana frente a seus pares e às divisas emergentes. O ambiente é de cautela global antes da divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos e da publicação da primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026 no Brasil.

Os investidores monitoram a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) e das vendas no varejo dos Estados Unidos, ambos às 10h30, além do Livro Bege do Federal Reserve, às 16h. Os dados podem ajudar a calibrar as apostas sobre o ritmo de cortes de juros ao longo de 2026, após o CPI divulgado ontem ter vindo em linha com as expectativas.

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Também estão previstos discursos do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari (14h), e do presidente do Fed de Nova York, John Williams (16h10), em meio ao aumento da pressão política do governo do presidente americano Donald Trump sobre a autoridade monetária.

O ambiente externo é agravado pela escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Trump voltou a elevar o tom contra o regime iraniano e disse que tomará "medidas muito duras" diante da repressão aos protestos no país. O número de mortos já passa de 3 mil, segundo ativistas, e movimentações militares americanas na região elevaram a aversão ao risco.

No Brasil, o mercado acompanha a divulgação da primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026, às 10h, que traz avaliação do governo e um retrato inicial do cenário eleitoral. Em dezembro, o levantamento mostrou o presidente Lula à frente em todos os cenários testados, com o senador Flávio Bolsonaro como o nome mais competitivo da direita. O resultado tende a ser monitorado de perto pelo mercado de câmbio, em um momento em que o risco político volta a ganhar peso na precificação dos ativos.

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Há pouco, foi divulgado novo levantamento do instituto AtlasIntel que mostra que 57% dos brasileiros discordam da posição do governo do presidente Lula diante da operação dos Estados Unidos que capturou o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro. Os que apoiam a postura do Planalto são 42%. Outros 2% não sabem ou não responderam.

Também no radar doméstico está a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal, que mira suspeitas envolvendo o Banco Master. O banqueiro Daniel Vorcaro voltou a ser alvo de mandados de busca e apreensão. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o caso pode se configurar como a "maior fraude bancária" da história do País.

Na terça-feira, 13, o dólar à vista encerrou em alta de 0,06%, a R$ 5,3759, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3649 e a máxima de R$ 5,394. Com o resultado, a moeda americana passou a acumular queda de 2,06% em 2026 frente ao real.

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