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Dirigente do Fed defende juros 'um tanto restritivos' com inflação ainda perto de 3%

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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Kansas City, Jeffrey Schmid, afirmou que, diante da inflação ainda elevada, os dados sugerem que a demanda segue superando a oferta em boa parte da economia, durante o Fórum Econômico de Albuquerque, ao avaliar o cenário atual. Segundo ele, com a inflação mais próxima de 3% do que da meta de 2%, é apropriado manter uma postura "um tanto restritiva" para a política monetária.

Schmid argumentou que juros restritivos podem ajudar a moderar o avanço da demanda, dando tempo para que a oferta se ajuste e reduza as pressões inflacionárias.

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O dirigente afirmou ainda que não vê "muitos indícios de contenção econômica", com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima da tendência e a inflação permanecendo elevada. Por isso, apoiou a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) de manter as taxas inalteradas em janeiro.

Schmid alertou que novos cortes de juros trazem o risco de prolongar a inflação acima da meta. "Cortes adicionais de juros trazem o risco de permitir que a inflação elevada persista por ainda mais tempo", afirmou.

Para ele, não se pode presumir que choques de preços sejam temporários por natureza. "Um choque de preços é, em última instância, transitório em razão das ações do Fed, e não por alguma dinâmica interna independente do banco central", disse, defendendo que é a atuação da autoridade monetária que determina se as pressões serão passageiras ou persistentes.

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O presidente da distrital de Kansas City reforçou que o Fed deve permanecer focado em sua meta cheia de inflação. "Devemos permanecer focados em nosso objetivo de inflação cheia", afirmou, acrescentando que, caso contrário, há "um risco real de que a inflação fique presa mais perto de 3% do que de 2% no longo prazo".

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