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Dirigente do Fed admite ajuste nos juros, a depender de inflação, crescimento e trabalho

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A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Filadélfia, Anna Paulson, disse que espera uma moderação da inflação, a estabilização do mercado de trabalho e um crescimento em torno de 2% em 2026, em discurso preparado para um evento na Câmara do Comércio da Filadélfia, nesta quarta-feira. Segundo ela, se tudo isso se concretizar, "alguns ajustes modestos adicionais" na taxa básica de juros "provavelmente serão apropriados" ainda este ano.

"Considero o nível atual da taxa de juros ainda um pouco restritivo. Portanto, a combinação da restrição da política monetária passada e atual ajudará a levar a inflação até 2%", mencionou ela.

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Paulson se referiu às expectativas de inflação para 2026 como "otimismo cauteloso", já que, embora inflação de bens esteja claramente em alta, parece provável que retorne ao normal nos próximos 12 meses. "As tarifas mais altas sobre importações estão se refletindo nos preços dos produtos, mas a inflação geral deverá ficar próxima da meta de 2% em algum momento do segundo semestre do ano", ponderou.

Em relação ao mercado de trabalho, ela considerou que os riscos são "um tanto elevados" e que deseja ter maior clareza sobre o que está reduzindo o emprego. Por outro lado, ela ressaltou que a perspectiva é benigna e que, por mais que o setor esteja "claramente se adaptando", ele não está "entrando em colapso".

Paulson ainda sinalizou que estará monitorando com atenção as influências cíclicas e estruturais na economia, incluindo inteligência artificial (IA) e desregulamentação, e o que elas podem significar para a saúde do mercado de trabalho, o progresso na inflação e o caráter restritivo da política monetária.

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