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Desempenho e finanças da pequena indústria pioraram em 2025, diz CNI

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O desempenho e as finanças das indústrias de pequeno porte - que representam 94,2% das empresas industriais do País - caíram em 2025 em relação a 2024, segundo o Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira, 2.

A pesquisa mostra que o índice de desempenho das indústrias de pequeno porte registrou média de 45,5 pontos no quarto trimestre do ano passado, ante média de 46,8 pontos no mesmo recorte do ano anterior.

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Embora o índice que mede a situação financeira das pequenas indústrias tenha subido 0,5 ponto na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2025, o indicador fechou o ano abaixo do patamar registrado no fim de 2024, apontando piora das finanças dessas empresas.

"No ano passado, a indústria experimentou um cenário muito mais negativo e preocupante do que em 2024. Em 2024, houve um forte aumento da demanda por bens industriais e o setor mostrou um forte crescimento, algo que não se repetiu em 2025", avaliou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Carga tributária, qualificação e juros

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Os empresários das pequenas indústrias apontaram três principais problemas enfrentados pelo setor: a alta carga tributária, a falta ou alto custo de trabalhador qualificado e as taxas de juros elevadas.

A carga tributária foi apontada como o principal problema, assinalada por 42,7% dos empresários da indústria de transformação e por 44,7% dos industriais da construção. "A elevada carga tributária tira competitividade das empresas, tanto na hora de exportar quanto na hora de competir com importados. Soma-se a isso a complexidade do nosso sistema tributário, que amplia esse problema", pontuou Marcelo Azevedo.

Em segundo lugar do ranking de principais problemas da pequena indústria de transformação, aparece a falta ou alto custo de trabalhador qualificado, com 29,2%; no caso da pequena indústria da construção, é a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada que ocupa a segunda posição do ranking, com 30,9%.

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As taxas de juros elevadas aparecem em terceiro lugar na lista das preocupações para ambos os segmentos, com 27,6% e 30,9% das assinalações.

Metodologia

Para calcular o índice de desempenho, a CNI considera três variáveis: produção, utilização do parque industrial e número de empregados. Já o índice de situação financeira leva em conta a avaliação dos empresários sobre margem de lucro operacional, condições financeiras e facilidade de acesso ao crédito. Ambos vão de 0 a 100 pontos e, quanto maior o resultado, melhor o desempenho ou a situação financeira no período.

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O Panorama da Pequena Indústria (PPI) é uma publicação trimestral feita a partir dos resultados da Sondagem Industrial, Sondagem Indústria da Construção e Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei).

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