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Defasagem do diesel da Petrobras ante exterior é de 60%, mesmo após reajuste, diz Abicom

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Apesar da alta de 11,6% do preço do diesel anunciada pela Petrobras na última sexta-feira, 13, a defasagem em relação ao mercado internacional continua alta. O preço do combustível ainda está 60% mais barato aqui em relação ao exterior. No caso da gasolina, a defasagem é de 50%, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), refletindo o preço do petróleo acima de US$ 100 o barril.

Para se equiparar ao preço de paridade de importação (PPI) a estatal precisaria aumentar o preço do diesel em R$ 2,18 o litro, e a gasolina em R$ 1,26 o litro.

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Na última sexta-feira, ao explicar o mecanismo de subvenção do governo que permitiu à Petrobras elevar os preços, a presidente da companhia, Magda Chambriard, descartou aumento imediato da gasolina, depois de um ajuste de R$ 0,38 por litro do diesel nas refinarias.

A ação do governo vai ajudar a estatal e outros agentes do mercado a compensar o imposto de exportação de petróleo e do diesel, implantados pelo governo para garantir o abastecimento interno.

Pelo sistema adotado de subvenção, Magda estimou o impacto de apenas R$ 0,06 por litro para as distribuidoras, já que a renúncia fiscal do governo com PIS/Cofins adotado pela Medida Provisória 1.340 é de R$ 0,32 por litro. Sem a subvenção do governo, da ordem de R$ 0,32 por litro de diesel, o aumento da Petrobras seria de R$ 0,70, valor que vai receber integralmente.

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Já a Acelen, braço do grupo Mubadala, aumentou quatro vezes o diesel e três vezes a gasolina apenas neste mês na Refinaria de Mataripe, na Bahia, devido à alta volatilidade do preço do petróleo. Na última quarta-feira, a empresa aumentou o diesel em R$ 0,81 o litro e a gasolina em R$ 0,44 o litro. Com isso, a defasagem do preço do diesel produzido lá em relação ao mercado internacional é de 15%, e a da gasolina é de 14%.

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