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Debate do Copom evidencia necessidade de harmonia entre políticas fiscal e monetária, diz ata

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O Comitê de Política Monetária (Copom) detalhou nesta terça-feira, 3, que o debate na reunião de janeiro evidenciou novamente a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas. "O Comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade", afirmou na ata do encontro, publicada nesta terça.

Observou também que manteve firme a convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. "Uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta."

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Debate sobre dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho

O Copom afirmou ainda na ata que segue acompanhando detidamente o mercado de trabalho. Emendou que no período mais recente, a taxa de desempenho se manteve em níveis historicamente baixos, enquanto os rendimentos reais médios mostraram tendência de elevação acima do crescimento da produtividade do trabalho.

"O Comitê segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando a necessidade dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia", disse, no 6º parágrafo da ata da reunião de janeiro.

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Na última quarta-feira, o comitê optou por manter a Selic em 15% ao ano pela 5ª vez consecutiva, mas informou que tem a intenção de começar a reduzir o nível dos juros no próximo encontro, em março.

Também na ata publicada nesta terça, o colegiado avaliou que a atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, assim como previa o comitê, mas com trajetórias heterogêneas entre os setores.

"O arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta", observou. "A moderação e a própria heterogeneidade das trajetórias de crescimento entre diferentes setores e mercados são compatíveis com a política monetária em curso".

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Segundo o Copom, mercados mais sensíveis a condições financeiras apresentam maior desaceleração, ao passo que mercados mais sensíveis à renda apresentam maior resiliência. "Naturalmente, em momentos de inflexão no ciclo econômico, observam-se sinais mistos advindos de indicadores econômicos ou alguma diferença entre as expectativas e as divulgações".

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