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Copom, quadro fiscal e exterior elevam taxas futuras na sessão de sexta

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Em um dia de liquidez reduzida e agenda esvaziada de indicadores aqui e lá fora, a postura conservadora do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta semana ainda repercutiu sobre os juros futuros mais curtos, que tiveram alta moderada no pregão desta sexta-feira. Os vencimentos intermediários e mais distantes também subiram, digerindo notícias que pioram a percepção sobre o quadro fiscal e tendo ainda como pano de fundo o aumento no rendimento dos Treasuries.

No fechamento, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 avançou de 13,978% no ajuste de ontem para 14%. O DI para janeiro de 2028 passou de 13,227% no ajuste a 13,265%. O DI para janeiro de 2029 terminou o dia negociado a 13,145%, vindo de 13,098% no ajuste precedente. O DI para janeiro de 2031 aumentou de 13,276% no ajuste da véspera a 13,305%.

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Gestor de renda fixa da Inter Asset, Ian Lima afirma que o mercado seguiu recolhendo apostas, em continuação ao movimento da sessão de ontem, quando os vértices mais curtos também subiram. Faltando 45 dias para a próxima decisão de juros do Banco Central, os investidores tentam fazer um script dos próximos passos à luz do comunicado mais recente, disse. Como, na próxima semana, serão conhecidos a ata do Copom e o Relatório de Política Monetária (RPM), que trarão mais detalhes sobre o cenário do BC, os ajustes hoje foram contidos.

No âmbito fiscal, os investidores monitoram o projeto do Senado Federal que define um teto para a dívida pública, de 80% sobre o PIB. O texto deve ser colocado para votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado na próxima semana. A repórter Célia Froufe, da Broadcast, apurou que senadores e assessores receberam mensagens extraoficiais do Banco Central sobre pontos negativos e "consequências graves" da aprovação da proposta. O relator do projeto, senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), disse nesta tarde que vai analisar cada um dos argumentos do BC. Ao Valor Econômico, técnicos da equipe econômica do governo também manifestaram preocupação com o projeto, devido ao risco de moratória da dívida daqui a alguns anos.

Além deste tema, Lima destaca o movimento global de deterioração nos mercados de renda fixa, após os sinais menos 'dove' do que o previsto vindos do Federal Reserve (Fed). O BC americano entregou um corte de juros, mas divulgou projeções ambíguas para o PIB, inflação e desemprego, observa ele. "Não dá para o mercado ficar animado com a perspectiva de um corte profundo de juros lá fora. Há pressão altista dos juros globais e isso também afeta os mercados aqui."

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A despeito do comunicado do Copom cujo tom foi considerado mais duro, dos ruídos fiscais e da abertura da curva de juros americana, a curva futura local se deslocou levemente para baixo no saldo semanal. "Podemos credenciar à própria postura do BC o achatamento da curva de juros: tanto pela via do câmbio mais valorizado, quanto porque uma postura mais dura hoje aumenta a chance de cortes mais acentuados em um segundo momento", avalia a equipe econômica do Santander em relatório.

Devido a este mesmo raciocínio, Lima, da Inter Asset, avalia que a alta nos DIs hoje foi modesta, porque o mercado parece disposto a ficar aplicado em juros. Quanto mais o início do ciclo de cortes for adiado - o que, pelo comunicado, não deve ocorrer este ano -, maior deve ser o orçamento de redução da Selic em 2026, disse.

Na próxima semana, a divulgação da ata do Copom, que ocorre na terça-feira, e o Relatório Trimestral de Política Monetária (RPM), na quinta-feira, devem ter peso mais relevante na formação de expectativas dos agentes. Também estarão em foco a revisão bimestral do orçamento do governo, na segunda-feira, e o IPCA-15 de setembro, que o IBGE publica na quinta.

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