Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

CNSaúde: debate sobre fim da escala 6x1 deve ser tratado com responsabilidade econômica

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), Breno Monteiro, fez um discurso contra a redução da jornada de trabalho na abertura da 2º Conferência Nacional do Trabalho.

"É natural que a sociedade busque melhores condições de vida para os seus trabalhadores. O setor empresarial reconhece esse objetivo, mas é nosso dever alertar que mudanças estruturais dessa magnitude exigem uma prévia análise técnica", disse Monteiro durante a cerimônia, que tem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Monteiro considerou legítimo o debate sobre reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, bem como o fim da escala 6 x 1. Porém, argumentou, é preciso que o debate envolva todos os segmentos econômicos e seja tratado com responsabilidade econômica e respeito às realidades setoriais e regionais.

"O debate não é apenas sobre reduzir horas, é sobre retirar flexibilidade da organização no tempo de trabalho. E essa distinção é fundamental. Setores que operam de forma contínua, como a indústria, o comércio, a logística e, especialmente, a saúde, dependem de escalas flexíveis para garantir o funcionamento", declarou o presidente da Confederação Nacional de Saúde.

Conforme Breno Monteiro, a alteração abrupta do modelo 6 x 1 no setor de saúde, implicará a necessidade imediata de contratações em um contexto já marcado por escassez de profissionais, levando a aumento relevante dos custos operacionais, pressão sobre contratos, tanto públicos quanto privados, além de aumento dos planos de saúde.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele defendeu que a negociação coletiva seja o caminho prioritário para ajustes na jornada e na escala de trabalho. "A nossa Constituição cidadã de 1988 consagrou a valorização da negociação coletiva e no diálogo entre empresas e trabalhadores, considerando as especificidades de cada setor e de cada região", declarou Monteiro, que foi vaiado pela audiência em diversos momentos de seu discurso.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline