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Bolsas de NY fecham em queda com disparada do petróleo acima de US$ 90 e payroll fraco

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As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta sexta-feira, 6, amealhando quedas na semana, diante do prolongamento do conflito no Oriente Médio, o que motivou a disparada do petróleo para nível acima de US$ 90. O payroll abaixo do esperado contribuiu para pesar nas ações.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,95%, aos 47.501,55 pontos. O índice voltou a fechar acima da mínima do dia, que foi de 47.009,01 pontos. O S&P 500 terminou com recuo de 1,33%, aos 6.740,02 pontos, e o Nasdaq declinou 1,59%, aos 22.387,68 pontos. Na semana, o Dow caiu 3%, o S&P 500 perdeu 2% e o Nasdaq recuou 1,2%.

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O petróleo e o corte inesperado de vagas em fevereiro embaralham a perspectiva da política americana do Federal Reserve, um fator que começou a ganhar peso em comentários de dirigentes. A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, afirmou nesta sexta-feira que as perspectivas econômicas dos Estados Unidos seguem cercadas por incertezas, agravadas por fatores geopolíticos.

Para o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, o resultado de fevereiro surpreendeu pela fraqueza generalizada. "Ao observar as médias móveis - que consideramos um indicador mais útil - a tendência permanece: o mercado de trabalho está esfriando. Nesse contexto, o Fed, que vinha sinalizando um retorno ao foco exclusivo em seu mandato de controle da inflação, terá de voltar a considerar também a evolução do emprego em suas decisões", escreveu o economista.

As ações de companhias aéreas voltaram a ostentar perdas expressivas. A American Airlines fechou em baixa de 5,17%. A United Airlines caiu 3,5% e Delta recuou 3,8%. As petrolíferas tiveram ganhos modestos. A Chevron subiu 0,02% e a ExxonMobil, 0,30%.

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O setor bancário votou a ceder, com destaque para o tombo de 8,5% do Western Alliance. O banco regional abriu um processo contra o Jefferies por fraude e quebra de contrato associado a um empréstimo de US$ 126,4 milhões que tinha como garantia contas a receber compradas da First Brands Group, que está em falência.

As ações da Marvell Technology dispararam 18,4%, após a fabricante de chips divulgar resultados do quarto trimestre melhores do que o esperado.

* Com informações da Dow Jones Newswires.

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