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Bolsas de NY fecham em baixa com guerra prolongada, e Nasdaq entre em território de correção

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As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quinta-feira, 26, com aversão a risco pelo temor de uma guerra prolongada no Oriente Médio. As sinalizações iranianas, que não confirmaram um acordo com os Estados Unidos como sugerido pelo presidente Donald Trump, aumentaram o receio sobre o impacto do conflito na economia global. Como resultado, o Nasdaq caiu mais de 2%, entrando em território de correção, ou seja, 10% abaixo de sua máxima histórica de 29 de outubro.

O Dow Jones fechou em baixa de 1,01%, aos 45.960,11 pontos. O S&P 500 terminou com perda de 1,74%, aos 6.477,16 pontos, e o Nasdaq encerrou com baixa de 2,38%, aos 21.408,08 pontos.

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A Capital Economics reduziu projeções para os ganhos do mercado acionário americano neste ano, mas ainda prevê retomada do rali com uma projeção "mais otimista do que a maioria dos analistas". Para a consultoria britânica, o S&P 500 deve subir a 7.500 pontos em 2026, de 8 mil estimados anteriormente. "Esse otimismo reflete, em grande parte, o fato de que o último mês não comprometeu nossa tese de longa data sobre inteligência artificial (IA)", pontua.

Por outro lado, se um cenário adverso se concretizar, as ações de tecnologia serão colocadas em um ponto crítico, pondera a Capital. Neste caso, a reavaliação das expectativas de lucros pode pesar no S&P 500 e levar a uma queda aos 6 mil pontos.

Nesta quinta, a Fitch alertou que a alta nos preços de petróleo e a queda das bolsas ao redor do mundo podem reduzir o PIB global em 0,8%, se o conflito no Irã se prolongar.

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Na correção do Nasdaq, houve ainda queda de 7,92% nas ações da Meta e de 4,16% nas da Nvidia. A última vez que o índice entrou neste território foi em 6 de março de 2025, após as tarifas impostas por Trump às importações do Canadá e do México. O Nasdaq cai, em média, 0,8% no mês seguinte à entrada em correção, segundo dados da Dow Jones Market Data que analisaram as últimas 10 correções.

Bancos recuaram em bloco em movimento que ganha força com tensões no crédito privado: pedidos de resgate somam cerca de US$ 13 bilhões no trimestre, mas limites de retirada já travam ao menos US$ 4,6 bilhões, segundo a Bloomberg. Morgan Stanley caiu 1,46%, o Goldman Sachs recuou 2,32% e o JPMorgan teve queda de 1,27%.

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