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Bolsas da Europa fecham em alta sob melhora do apetite por risco após falas de Trump sobre Irã

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As bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, 10, recuperando parte das perdas recentes, em meio à melhora do apetite por risco global após o presidente dos EUA, Donald Trump, indicar a possibilidade de um fim próximo da guerra no Oriente Médio. O movimento ajudou a aliviar temores de um choque prolongado nos preços de energia e levou a forte queda do petróleo, o que favoreceu principalmente ações sensíveis a custos de combustível, como as de companhias aéreas.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,59%, a 10.412,24 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,25%, a 23.935,32 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,79%, a 8.057,36 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 2,67%, a 45.201,69 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 3,04%, a 17.443,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,67%, a 9.023,78 pontos. As cotações são preliminares.

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O petróleo tombou mais de 10% após Trump afirmar que o conflito com o Irã pode estar "muito próximo do fim", o que melhorou o humor dos mercados. Ainda assim, o Danske Bank recomenda "otimismo cauteloso" ao avaliar as falas e ressalta que o mercado precisa ver a retomada efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz para reduzir de forma sustentada a pressão nos mercados de energia. Já o ING alertou que o apetite por risco pode continuar no curto prazo, mas recomendou cautela diante da incerteza geopolítica.

O recuo do petróleo reduz custos de combustível e tende a diminuir preocupações de choques inflacionárias. Neste cenário, companhias aéreas se recuperaram de perdas recentes, como a Lufthansa, que avançou cerca de 8%, enquanto em Paris a Air France-KLM subiu perto de 4%.

Entre setores, defesa (+1,8%), tecnologia (+2,8%) e recursos básicos (+4,1%) tiveram ganhos robustos, este último em linha com o rali de commodities metálicas conforme investidores também digeriam dados da balança comercial da China.

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Em Frankfurt, a Volkswagen ganhou cerca de 2,8% após prever melhora da margem operacional neste ano, apesar de classificar 2025 como um período desafiador.

Na contramão, a suíça Lindt despencou mais de 8% após reduzir sua projeção de crescimento orgânico de vendas para 2026, citando incertezas geopolíticas.

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